
Desde que Donald Trump foi eleito presidente, já era esperado que ele tomaria várias decisões que iriam chocar o mundo todo. Dentre elas, Trump exige desculpas da bispa que pediu misericórdia com população imigrante e LGBTQIAPN+ dos EUA. No caso ele chamou Mariann Edgar Budde de “radical de esquerda”, por conta do sermão que ela deu na missa que teve a presença do republicano.
“A ‘suposta Bispa’ que falou no Serviço Nacional de Oração, na manhã de terça-feira, era uma extremista da Esquerda Radical que odeia Trump”, disse o presidente na rede social Truth Social.
“Ela trouxe sua igreja para o mundo da política de uma forma muito indelicada. Seu tom foi desagradável e ela não foi convincente nem inteligente… Além de suas declarações inapropriadas, o serviço foi muito entediante e pouco inspirador. Ela não é muito boa no que faz! Ela e sua igreja devem desculpas ao público!”, continuou ele.
Mariann é uma sacerdote anglicana da Igreja Episcopal dos EUA que, em 2011, se tornou bispa de Washington. O discurso feito por ela na terça-feira, dessa semana, logo se tornou viral entre os críticos de Trump. “Tem gente com medo em nosso país, hoje”, disse ela.
O que ela pediu em seu discurso foi direto para o presidente eleito por conta das leis que ele assinou que fecham as fronteiras, negam asilos políticos, prometem deportação em massa de imigrantes ilegais e encerram programas de diversidade de gênero.

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Ainda no sermão dado, a bispa disse que a comunidade se juntou ali “para orar pela unidade como um povo e uma nação, não por acordo, político ou de outra natureza”. Ela, também, fez questão de relembrar a tentativa de assassinato que Trump sofreu, em 2024, durante sua campanha.
“Você sentiu a mão providencial de um Deus amoroso. Em nome de nosso Deus, peço que tenha misericórdia das pessoas em nosso país que estão com medo agora”, disse a bispa.
Outro ponto levantado por Mariann foi que várias dos imigrantes pagam impostos, são membros de comunidades religiosas e estão presentes em várias realidades na sociedade dos EUA. “As pessoas que colhem em nossas plantações, que limpam nossos prédios, […] que lavam a louça depois que nos alimentamos em restaurantes e que trabalham nos turnos noturnos em hospitais — elas podem não ser cidadãs ou ter a documentação adequada, mas a grande maioria dos imigrantes não é criminosa”, pontuou ela.
A bispa disse no seu discurso que os filhos do imigrantes tem medo que seus pais sejam deportados, pediu ajuda para as pessoas que vão ao país em busca de asilo político fugindo de guerras e perseguições e lembrou que o medo, também, é visto entre as pessoas gays, lésbicas e transgêneros. “Há crianças gays, lésbicas e transgêneros em famílias democratas, republicanas e independentes, algumas temem por suas vidas”, disse Mariann.
Por fim ela ressaltou os ensinamentos de Jesus Cristo falando sobre proteger a dignidade de todos. “Jesus pediu que não só possamos amar o nosso vizinho, mas nossos inimigos. Deus não fica impressionado com nossas orações, se não agimos de forma correspondente”, disse.
Durante todo esse sermão, Trump estava na primeira fila junto de J.D. Vance, seu vice-presidente, e suas respectivas esposas, Melania Trump e Usha Vance. Claro que ele não gostou nada do que ouviu e por conta disso, exigiu desculpas da bispa.
Fonte: SBT news
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