“Um é pouco, dois é bom, três é demais”: de onde vem esse ditado?

Um ditado que atravessa séculos

Você provavelmente já escutou “um é pouco, dois é bom, três é demais” em uma conversa informal, né? Mas sabia que essa sabedoria popular tem raízes lá atrás? A expressão apareceu pela primeira vez em coletâneas de provérbios em inglês, ainda no século XVI, especialmente no livro do poeta John Heywood, de 1546, e depois no naturalista John Ray, em 1678.

Da Inglaterra para os Estados Unidos

Com o passar do tempo, esse ditado cruzou o Oceano Atlântico e virou “two’s company, three’s a crowd”. Ou seja, um é companhia, mas três já é multidão. Um jeito elegante de dizer: equilíbrio é tudo.

O Brasil entra na dança com muita música

Chegando por aqui, a frase ganhou voz própria com a música caipira “Casa de Caboclo”, lançada em 1928 pelos compositores Hekel Tavares e Luiz Peixoto. A letra diz: “Numa casa de caboclo, um é pouco, dois é bom, três é demais”. A canção virou um clássico e ajudou o ditado a fincar raízes no nosso dia a dia.

O ditado virou até “hino” de guerra

Durante a Segunda Guerra Mundial, o provérbio apareceu de novo na “Canção do Expedicionário”, um hino do soldado brasileiro. Com letra de Guilherme de Almeida e música de Spartaco Rossi, o refrão falava:

“Da choupana onde um é pouco, dois é bom, três é demais”

Fonte: Guia dos Curiosos

Seguir
Buscar
Carregando

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...