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Velocidade das correntes oceânicas está mudando de uma forma importante

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Assim como nós, humanos, o nosso planeta também está constantemente em evolução ou retrocesso, infelizmente. O aquecimento global é um dos responsáveis por vários desastres que danificam o nosso planeta. Uma das coisas que a mudança climática provocou foi grandes mudanças na estabilidade do oceano mais rápido do que se imaginava.

Os cientistas sabem que os oceanos estão ficando mais quentes e que o nível do mar está subido. Só que isso não é tudo que está acontecendo. Agora, por conta de observações de satélite, os cientistas tem dados de três décadas a respeito de como as velocidades das correntes da superfície do oceano também estão mudando conforme o tempo passa.

E em uma nova pesquisa publicada nesse mês os cientistas detalharam suas descobertas a respeito de como as correntes oceânicas se tornaram mais energética em grandes partes do oceano.

Redemoinhos oceânicos

Olhando o oceano de uma vista aérea é possível ver alguns movimentos circulares na água. Eles são chamados de redemoinhos oceânicos. Eles medem algo entre 10 a 100 quilômetros de diâmetro. Os redemoinhos são encontrado em todo o oceano, tendo determinadas regiões mais ricas. Como por exemplo, a Corrente do Golfo no Atlântico Norte, a Corrente Kuroshio no Pacífico Norte, o Oceano Antártico que circunda a Antártica e, mais perto da Austrália, a Corrente da Austrália Oriental.

Esses redemoinhos são parte da circulação oceânica. São eles que movem as águas quentes e  frias de um lugar para outro. Eles misturam calor, carbono, sal e nutrientes. Tudo isso afeta as condições do oceano tanto regional como globalmente.

Observação

Uma forma de monitorar o movimento na superfície do oceano é usando satélites especializados e poderosos que orbitam a Terra. E mesmo que os satélites estejam a milhares de quilômetros, eles conseguem detectar até mesmo alguns centímetros de mudança na elevação da superfície do mar.

Por isso, os cientistas conseguem através de uma análise de dados pegar a mudança na elevação da superfície do mar e traduzi-la em velocidade de fluxo do oceano.

Analisando de uma forma bem cuidadosa, a equipe descobriu mudanças claras na distribuição e na força dos redemoinhos oceânicos. Mudanças essas que nunca foram detectadas anteriormente.

Mudança

Os pesquisadores analisaram os dados disponíveis de 1993 até 2020 e analisaram as mudanças na força dos redemoinhos oceânicos no mundo todo. Eles descobriram que as regiões ricas em redemoinhos estão ficando mais ricas. E os redemoinhos estão ficando até 5% mais energéticos a cada década.

E com os registros de satélite, os pesquisadores podem tirar conclusões sólidas a respeito das prováveis tendências de longo prazo do comportamento deles.

Os redemoinhos tem um papel importante no clima do planeta. São eles que regulam a mistura e o transporte de calor, carbono, biota e nutrientes nos oceanos. Por conta disso, essa nova pesquisa feita pode ter implicações de longo alcance para o clima futuro.

Além disso, os cientistas também já sabem há décadas que os redemoinhos no oceano antártico afetam a circulação do oceano. E com as mudanças observadas na magnitude dos redemoinhos, isso poderia impactar a taxa na qual o oceano retira calor e carbono.

Mesmo assim, os redemoinhos não são levados em consideração nas previsões climáticas. E é isso que essa pesquisa enfatiza. Que é crucial que eles sejam incorporados nas projeções futuras. E não fazê-lo é negligenciar um detalhe crítico.

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