
Somos rodeados de utensílios que fazem nossa vida ser mais fácil e que sem os quais provavelmente não saberíamos mais viver ou que então teríamos dificuldades em nos acostumar a não tê-los por perto.
A maioria das invenções foi intencional. Foram pensadas para fazer com que tarefas do dia a dia ficassem mais fáceis ou então para realizar coisas que antes o ser humano tinha dificuldade ou não conseguia fazer. Mas existem também aquelas invenções que ninguém pretendia inventar e de repente aconteceu. Nessa lista vamos ver algumas dessas invenções que mudaram nossa história e não foram intencionais.

Uma de nossas guloseimas mais queridas foi inventada sem querer, em 1853. O chef George Crum trabalhava em um restaurante em Nova York e um cliente sempre reclamava das batatas fritas do chef dizendo que estavam encharcadas. Ele já estava cansado das reclamações e tentando ensinar uma lição ao cliente, foi então que ele cortou as fatias de batata ainda mais finas, as fritou e depois passou no sal. E para a surpresa de Crum o cliente ficou mega satisfeito.
Essa invenção foi de John Pemberton um veterano de guerra que virou farmacêutico. A intenção dele era inventar um medicamento, exatamente por isso é que a coca original tinha cocaína em sua fórmula original.
Grandes invenções podem sair de pequenas cabeças, como é o caso do picolé. Em 1905, o menino de 11 anos, Frank Epperson, queria juntar um dinheiro economizando e não comprando refrigerante. Ele quis fazer o seu próprio e para isso usou pó e água. Ele deixou a sua mistura na varanda, e durante à noite a temperatura abaixou drasticamente e quando ele foi pegá-las pela manhã, elas estavam congeladas e com o palito no meio.
Antigamente o sorvete era servido em pratos, mas na Feira Munidal de 1904 tudo mudou. A barraquinha que vendia sorvetes estava ficando sem nenhum prato para colocá-lo, e a barraca vizinha, que era de waffles persa, não estava vendendo nada. Os donos das barracas tiveram a ideia de enrolar os waffles e colocar o sorvete em cima deles. Pronto, a casquinha tinha acabado de surgir.
Se você ama cozinhar um ovo, fazer algo na frigideira e a comida sair perfeita e sem grudar, você só tem que agradecer à uma pessoa: Roy Plunkett. No começo do século XX, ele trabalhava na DuPont, uma empresa química, e sem querer deu de cara com alguns produtos químicos não reativos e não aderentes enquanto fazia uns experimentos com refrigerante. Dali saiu o teflon como conhecemos hoje.
Em 1900, a goma-laca era o material que as pessoas usavam quando queriam isolar alguma coisa. Mas ele era feito de besouros do sudeste asiático e era bem caro para a importação. Então Leo Hendrik Baekeland, um químico, resolveu criar uma alternativa mais barata para ser utilizada. Sua invenção foi um material que podia ser moldado e que era resistente a altas temperaturas sem sofrer alterações. Assim surgiu o plástico.
Wilson Greatbatch era um engenheiro que estava trabalhando em um sistema que seria capaz de gravar os batimentos cardíacos. No processo de fazê-lo, ele inseriu a resistência errada. Isso fez com que ao invés de gravar, a engenhoca pudesse imitar perfeitamente as batidas do coração humano.
Um químico em 1968, Spencer Silver encontrou um adesivo de baixa aderência que servia para fixar um papel em alguma superfície, mas que não o rasgava quando o papel era retirado. Várias tentativas aconteceram para ele pensar em algum uso comercial para a sua descoberta. Até que um dia seu colega, Art Fry, notou que seria perfeito usá-lo como um marcador que não deslizasse. Aí o post-it nasceu.
Você que vive de comida congelada, tem um ‘obrigado’ pendente com Percy Spencer. Ele era um especialista em radar da marinha, e quando estava trabalhando com as microondas sentiu a barra de chocolate que tinha no bolso derreter. Isso aconteceu em 1945 e desde então os preguiçosos na cozinha tem muito o que agradecer.
Édouard Bénédictus, um químico francês, um belo dia derrubou um vaso de cima da mesa e viu que ao cair no chão ele não se estilhaçou, apenas craquelou. Analisando mais de perto, ele percebeu que o vaso tinha sido revestido de nitrato de celulose plástico que foi o que o impediu de quebrar. Daí surgiu o vidro de segurança.






