
Graças à Linguagem, o homem passou a se comunicar de forma mais incisiva e direta. A partir de então, vieram os símbolos e logo depois as letras, que formavam palavras, frases e consequentemente, um vocabulário. Dentro de uma comunicação aparentemente rígida, nasceu a linguagem informal, acompanhada de expressões mais leves, curtas e corriqueiras, as caracterizadas “gírias”.
Dentro de todo esse contexto, nasceu a linguagem Pajubá, criada de forma espontânea, originalmente em regiões de presença africana marcante, no Brasil. Como foi bastante utilizada para que muitos não a compreendessem seus significados, passou a ser usada também como código entre travestis e toda a comunidade LGBT. A palavra “Pajubá” corresponde às expressões “falar na língua do santo” ou “enrolar a língua”, quando se quer dizer algo para que outros não entendam. É claro que, com o passar do tempo, o mundo gay incluiu muitas outras palavras nesse dialeto, já não relacionando-se à cultura africana.
Muitas dessas gírias, são nitidamente reconhecidas por qualquer um, por apresentar uma facilidade na associação da palavra com o sentido. Porém, algumas delas realmente não lembram nada familiar e ficamos perdidos, sem ter noção alguma do que aquilo significa. Conheça agora 10 palavras desse Dialeto Gay, que você não fazia ideia do que significava.
Nesse caso, Bee não quer dizer “abelha” em inglês, é apenas a abreviação de bicha (homem homossexual). Corresponde a uma maneira carinhosa no meio gay de se referir a alguém durante uma conversa, como por exemplo: “Bee, me passa o sal?”
Não, não é o pão com zóião. “Fulano é tão pão com ovo” nada mais é do que alguém de caráter duvidoso, sem classe ou ética. Pejorativamente, caracteriza pessoas economicamente pobres ou até mesmo sem conteúdo inteligente. Pão com ovo também possui o mesmo sentido de qua-qua-qua.
Picumã é uma gíria para cabelo. Na descrição de significado no dicionário, a explicação, ao pé da letra, é: teia de aranha tornada negra pela ação da fuligem.
Ao pé da letra, o truqueiro parece ser alguém com boa habilidade para o carteado (especificamente truco) ou alguém que coleciona truques por onde passa, mas no dialeto Pajubá, truqueiro é aquela pessoa que tem o hábito de passar as outras para trás, de maneira maliciosa.
Com certeza você já ouviu o termo “Tô bege!”, mas “Tô Sépia” é novidade. Caracteriza uma expressão de espanto ou admiração. Refere-se a categoria “Sépia” da fotografia, aquela com a coloração avermelhada, simbolizando uma entonação sentimental. Sinônimo de “Tô passada!” e “Tô bege!”.
Nos anos 70, dizia-se muito a expressão “isto é o ó do borogodó”. Primordialmente, borogodó era considerado algo ruim e o tal “ó do borogodó” se abreviou a “uó do borogodó”. Posteriormente, reduziu-se apenas a Uó.
A expressão “dar a Elza” significa roubar; se apropriar de algo indevidamente. Por exemplo: “Ele me deu a Elza! Levou a minha carteira enquanto tava no banheiro” ou “Não dá mole criatura, olha a Elza”. Provavelmente, essa Elza não era flor que se cheire.
Caetano Veloso já dizia “Deixa eu dançar, que é pro mundo ficar Odara”. No dialeto Pajubá, originalmente africano, a palavra Odara é o mesmo que bom, legal, bonito, maravilhoso. No dialeto gay, Odara se remete ao tamanho grande, geralmente, comparado ao avantajamento do pênis.
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