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12 dias de viagem ao Sul do Brasil em uma moto, fatos sobre rodas

POR Mateus Graff    EM Mundo Afora      17/09/18 às 12h55

Sejam bem vindos ao meu diário de bordo, caros leitores. Eu sou o Mateus Graff, redator da Fatos Desconhecidos. Trago para vocês por meio desse conteúdo as minhas experiências vividas em 12 dias em uma viagem de moto, atravessando 5 estados brasileiros em uma viagem acompanhado da minha família e de um amigo. Meus companheiros nessa jornada foram Ernane Graff (meu pai e integrante do Moto Clube Aventureiros do Asfalto), Marcelle Adjuto (minha mãe) e o nosso grande amigo, Sergio Dinalli.

Bom, antes de mais nada, quero explicar para vocês como foi o começo de tudo. Eu sou motociclista há cerca de um ano e meio e já tinha feito algumas viagens, mas não tão longas quanto essa. Tudo começou quando chamei o Ernane para planejar uma viagem nas minhas férias. Logo ele me propôs o seguinte: "Por que não fazer uma viagem até Santa Catarina e passar pela Serra do Rastro da Serpente, Serra do Rio do Rastro e a Serra do Corvo Branco?"

Nosso amigo, Sergio Dinalli, morador da cidade de São João del Rei, em Minas Gerais, recebeu o nosso convite e, assim como eu, não pensou duas vezes antes de topar a aventura. Éramos 4 pessoas, isso contando com a Marcelle, companheira fiel de Ernane. Estávamos em três motos e partimos rumo a uma das melhores viagens de nossas vidas.

A moto que me levou para essa aventura foi uma 250 cilindradas. Meus companheiros de viagem foram em motos mais potentes, sendo uma de 1000 cilindradas e outra de 800 cilindradas. Muitos me questionaram se a minha moto daria conta do trajeto ou se acompanharia as outras. Bom, acreditem vocês ou não, esse não foi um problema.

Espero que vocês gostem dos meus relatos a seguir. Tentei contar nos mínimos detalhes cada momento da viagem.

1º dia de viagem

Eu sai da cidade de Goiânia, capital do estado de Goiás, no sábado (21/04) às 5 e 50 da manhã. Meu primeiro destino era a cidade de Uberaba (MG) que fica a mais ou menos 450 km do meu ponto de partida. Peguei um trajeto com neblina logo no começo da viagem, mas como ela se dissipou rapidamente, não atrasou em nada o percurso. Cheguei na cidade de Uberaba às 11 e 40 da manhã. Lá, encontrei os meus companheiros Marcelle e Ernane, que tinham saído da cidade de Paracatu - MG. Almoçamos e logo pegamos a Rodovia Anhanguera SP-330, uma excelente estrada para rodar de moto e o melhor: não cobram pedágio dos motociclistas.

Logo no primeiro dia, para aproveitar que não estávamos cansados, percorremos 955 km. Chegamos na cidade de Itapetininga - SP às 20 e 30 da noite. Estávamos exaustos, mas tivemos forças para comer um sanduíche e tomar um bom vinho para nos aquecer. O resumo do nosso primeiro dia foi esse, uma viagem tranquila, com céu azul e clima agradável.

2º dia de viagem

Acordamos, tomamos um digno café da manhã no hotel e pegamos a estrada novamente. Saímos rumo a Capão Bonito - SP, onde encontraríamos nosso outro companheiro, Sergio Dinalli.

Nosso ponto de encontro era o Portal Rastro da Serpente, um bar no centro da cidade que tinha camisetas, broches, adesivos e informações sobre a famosa Serra do Rastro da Serpente.

O Rastro da Serpente é um nome dado as rodovias SP-250 e BR-476. Como muitos dizem, essa estrada é quase uma parada obrigatória para quem gosta de viajar sobre duas rodas. Você gosta de curvas? Bom, esse trecho tem nada mais nada menos que 260 km com mais de 1200 curvas. Uma viagem cansativa mas, para quem gosta de estradas, é um verdadeiro paraíso.

Deixamos a Serra do Rastro da Serpente e passamos por Adrianópolis, no Paraná, exatamente na divisa de estado com São Paulo. Depois fomos rumo a Curitiba, pegamos a BR-101 e partimos para Itapema, já em Santa Catarina.

Chegamos ao litoral catarinense às 21:30. Todos exaustos mais uma vez por causa do percurso noturno na estrada. Mas enfim, estávamos no nosso destino final e assim encerramos o segundo dia de viagem.

3 e 4º dia de viagem

O terceiro e quarto dia de viagem foram usados para descansar e fazer uma visita a Florianópolis, já que estávamos a 70 km da famosa 'Ilha da Magia'. No primeiro dia visitamos uma praia em Itapema, apreciamos a culinária local e repusemos nossas energias. No segundo dia na cidade fomos para Florianópolis. Conhecemos a Lagoa da Conceição, onde almoçamos uma sequência de camarões maravilhosa. Por fim, fomos descansar e nos preparar para mais um dia de estrada. Dessa vez o destino era Urubici.

5º dia de viagem

O dia mais esperado da viagem, sem sombra de dúvidas, foi esse. Estávamos ansiosos para passar pela Serra do Rio do Rastro. Saímos de manhã com uma viagem tranquila e dia ensolarado. Andamos até a cidade de Lauro Muller, paramos para almoçar e finalmente tínhamos chegado a Serra do Rio do Rastro.

Faltam palavras para descrever as belezas do lugar, mas as fotos dizem por si só.

Os quatis do mirante da serra fazem sucesso com os turistas. A Serra do Rio do Rastro é uma das paisagens e um dos cartões-postais de Santa Catarina. A rodovia SC-390 é cheia de subidas íngremes, curvas fechadas e coberta pela beleza da mata Atlântica.

Saindo da Serra do Rio do Rastro, pilotamos até Urubici, uma cidade a 915 metros de altitude e onde foi registrada a temperatura mais baixa do país, com incríveis -17,8°C, em 29 de junho de 1996. Com uma paisagem que lembra a Europa, Urubici está cercada de diversas belezas naturais, como o Morro da Igreja, a Cascata do Avencal, a Pedra Furada e um dos nossos destinos, a Serra do Corvo Branco.

Chegamos na cidade, nos hospedamos em uma pousada, jantamos acompanhados de um bom vinho e finalizamos mais um dia da jornada.

Fizemos uma seleção de imagens feitas pelo Ernane para mostrar para vocês como foi a subida da serra e a chegada a Urubici. Confiram aqui embaixo:

6º dia de viagem

E finalmente o dia de conhecer a Serra do Corvo Branco. Acordamos cedo, tomamos café da manhã na pousada e ajeitamos as motos para conhecer mais um pico catarinense. Atrasamos um pouco a nossa saída por causa da neblina que tomava conta da cidade. A neblina que vocês podem ver na imagem abaixo durou até as 8h30 da manhã, exatamente a hora que partimos para conhecer a serra.

A lendária estrada começa no meio de dois paredões de pedra, a 27 km do centro de Urubici. Descendo a serra temos acesso a cidade de Grão-Pará, e acreditem, é uma emoção única. As curvas são fechadas e a estrada bem estreita. Durante a nossa subida e descida encontramos alguns caminhoneiros malucos que arriscam descer a serra.

Ah, vale lembrar que o topo da Serra do Corvo Branco possui o maior corte em rocha no Brasil com 90 metros de profundidade. Entre fendas e montanhas íngremes com 1.470 metros de altitude, a estrada da serra não é lá das melhores, mas isso acaba dando um pouco mais de emoção. Meus companheiros não fizeram a descida e subida da serra por estarem em motos maiores e mais pesadas. Infelizmente, como a estrada estava em obras, não foi possível conhecer outros pontos turísticos da região, como a Pedra Furada e o Morro da Igreja.

Abaixo vocês podem conferir a minha moto subindo e descendo a serra:

Voltamos, almoçamos na cidade de Urubici e pegamos a estrada para o nosso destino final, a cidade de Faxinal dos Guedes. Uma viagem que seria tranquila se não fosse a presença de tantos caminhões na estrada. Andamos 380 quilômetros até as 19:30, fazendo várias paradas para descanso. Por fim, chegamos a Faxinal dos Guedes, o nosso destino final, com 2.572 quilômetros rodados em todo o percurso.

Voltando para casa

Nossa volta foi tranquila, mas dessa vez sem o nosso companheiro Sergio Dinalli, que tinha seguindo viagem para a cidade de São Paulo um dia antes. Saímos bem cedo de Faxinal dos Guedes e pilotamos até Marília, São Paulo. No outro dia, fomos juntos novamente até Uberaba, de onde meus pais seguiram viagem para Paracatu e eu para Goiânia.

Passei por Uberlândia, segui para Itumbiara e finalmente cheguei Goiânia, já às 20:30. Finalmente estava em casa, são e salvo. No total, foram rodados 4.420 km em 12 dias de viagem de moto.

Por fim, caros amigos, fiquei muito satisfeito com o desempenho da moto e espero fazer uma viagem ainda maior na minha próxima oportunidade.

Espero que vocês tenham gostado do meu Diário de Bordo. Até a próxima!

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Mateus Graff
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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