
A Coca-Cola mantem-se como a marca mais reconhecível no mundo por vários anos, o que não é de todo surpreendente, considerando que ela está disponível em mais nações do que há países membros das Nações Unidas. Com a fama, no entanto, surgiram dezenas de falsos rumores sobre a marca, como a história do Mentos explodir no estômago em contato com o refrigerante, os mórmons serem os verdadeiros donos da empresa, a imagem moderna do Papai Noel ser uma criação da Coca, ratos em garrafas…
São várias as histórias; tantas que alguns fatos verdadeiros podem ser confundidos com lendas. No meio de tanta coisa, fica difícil definir o que é verdade ou não. Ficou curioso? Veja aqui alguns destes fatos (não lendas) e não deixe de comentar.

Em 1885, a Coca-Cola foi assim chamada por causa de dois dos seus ingredientes: nozes de cola e folhas de coca. No uso do extrato líquido das folhas de coca, era inevitável que pelo menos uma pequena quantidade de cocaína estivesse presente no refrigerante, até que a substância foi completamente eliminada em 1929. Na verdade, em 1891, quando as discussões sobre os aspectos negativos da cocaína estavam começando a ser discutidos, os fabricantes de Coca-Cola queriam se livrar do extrato de folha de coca completamente. No entanto, eles estavam preocupados que não era certo fazer isto em um produto chamado “Coca-Cola”. Mesmo quando o produto ainda continha um pouco de cocaína, entretanto, era apenas em uma pequena quantidade, de tal modo que não poderia ter causado quaisquer efeitos significativos nos consumidores.
Assim como alguns filmes da Disney, um cartaz publicitário da Coca-Cola também deixou implícita uma imagem um tanto quanto duvidosa. O desenho foi divulgado na Austrália, durante meados dos anos 80. O anúncio foi feito em apoio a uma campanha para promover a reintrodução da garrafa com contornos originais, e milhares de cartazes foram distribuídos em toda Sydney. Para o grande choque e constrangimento dos executivos da Coca-Cola, os varejistas começaram a reclamar sobre a imagem oculta em um dos cubos de gelo do anúncio. Previsivelmente, a empresa ordenou o recolhimento e a destruição dos cartazes. O artista responsável pela imagem foi demitido e processado pela brincadeira.
Não houve tradução em Mandarim para a marca quando ela chegou na China. Por isso, foi o necessário o uso de caracteres chineses que, quando pronunciados, soassem semelhantes ao fonema original “Ko-ka-ko-la”. Claro, a companhia também precisava considerar o que esses caracteres significariam quando colocados em conjunto. Enquanto isto, os lojistas chineses criaram sinais improvisados com caracteres que, quando lidos juntos, soava como o som desejado. No entanto, as frases que eles usaram resultaram em frases sem sentido como “morda o girino de cera” e “cavalo fêmea fixado por cera”. O problema para a Coca-Cola era a sílaba “la”, que geralmente significa “cera”. Eles eventualmente desistiram do fonema original e chegaram a um resultado parecido: “可口可乐” (Kěkǒukělè), que significa algo como “permitir que a boca se alegre“.
Como grandes empresas norte-americanas, a Coca-Cola tinha uma relação controversa com a Alemanha nazista. Durante a Segunda Guerra Mundial uma divisão da empresa continuou a operar na Alemanha. Vários dos principais executivos eram, na verdade, membros do partido público nazista. Quando os alemães ficaram sem os ingredientes necessários pra produzir mais refrigerantes, eles começaram a produzir Fanta.
Depois de ser ferido na Guerra Civil, o coronel John Pemberton tornou-se viciado em morfina e passou anos na procura por um substituto seguro para o ópio. A primeira receita Coca-Cola foi então formulada em uma farmácia em Columbus, Geórgia, como um vinho de coca. Em 1885, a substância foi registrada como um tônico para os nervos e, no ano seguinte, a Coca-Cola foi vendida como um medicamento que poderia supostamente curar várias doenças, incluindo dependência de morfina, neurastenia, dispepsia, dores de cabeça e impotência. Claro que, hoje em dia, a bebida é comercializada simplesmente como uma bebida refrescante sem propriedades medicinais.






