
Considerando o fato de que a Bíblia Cristã é o livro mais popular na história da humanidade , é surpreendente o quão pouco as pessoas sabem sobre o seu conteúdo. Ou talvez não – a Bíblia traz uma série de textos que podem ser complicados para muitas pessoas entenderem. Isso também se agrava pois o livro é um compilado que foi escrito ao longo de milhares de anos.
Muitas pessoas associam histórias e personagens pessoas com os textos presentes na Bíblia o acaba muitas vezes sendo errado. Aqui estão 5 fatos que muitas pessoas acreditam que estão relatados na bíblia mas não estão. Conheça:
Se você pedir para alguém para apontar uma parte da Bíblia onde Deus condena especificamente a homossexualidade, eles estão propensos a encaminhá-lo para Gênesis 19, a história de Sodoma e Gomorra. A história diz basicamente que Deus destruiu as duas cidades devido à crueldade desenfreada de seus habitantes, não devido a homossexualidade, e enviou dois anjos para extrair Ló, o único cidadão ‘de bem’ e sua família antes que a ira de Deus caísse na cidade.
O maior pecado do povo de Sodoma foi que eles realmente odiava estrangeiros. Alguns escritos judaicos clássicos enfatizam os aspectos de crueldade e falta de hospitalidade com forasteiros. Uma tradição rabínica, exposta na Mishnah, afirma que os pecados de Sodoma estavam relacionados à ganância e ao apego excessivo à propriedade, e que são interpretados como sinais de falta de compaixão. Alguns textos rabínicos acusam os sodomitas de serem blasfemos e sanguinários. Outra tradição rabínica indica que Sodoma e Gomorra tratavam os visitantes de forma sádica os estuprando e amputando seus corpos.
Mesmo quem nunca frequentou uma igreja, provavelmente já ouviu falar dos sete pecados capitais. Estes são supostamente os sete piores pecados que você pode cometer: gula, orgulho, luxúria, avareza, ira, preguiça, e inveja. Se você está folheando sua Bíblia procurando por eles, você não vai encontra-los lá. Os sete pecados não foram formulados pelos escritos bíblicos: eles foram realmente formulados pela Igreja católica medieval como uma maneira fácil de classificar todos os pecados. Eles foram criados pois o acesso a bíblia era exclusivo para membros da igreja.
O purgatório seria o castigo temporário das almas daqueles que morrem e não merecem ir para o inferno mas também não estão preparados para ir para o Reino dos céus. Tanto o purgatório quanto as indulgências (uma espécie de pagamento para receber as bençãos para ir para o reino dos céus) não são encontrados na Bíblia e quando foram implementadas, trouxeram más práticas em detrimento das verdades vigentes da Igreja Cristã. A existência do purgatório foi decidida durante o Concílio de Florença, em 1431, porque a Bíblia não especifica os ‘requisitos’ necessários para ir para o Céu.
Maria Madalena originalmente conhecida como Maria de Magdala não era uma prostituta e não era a única mulher discípula em sua comitiva. No livro de Lucas, capítulo 8 é enumerado seus discípulos que incluem: Madalena, Joanna, mulher de Cuza e Susanna. A Igreja Católica medieval, decidiu que havia muitos personagens na Bíblia e que as pessoas ficariam muito confusas com todas as Marias que acompanhavam e eram discípulas de Jesus. Dito isso, foi feito um decreto oficial que se ocultou a presença da maioria das seguidoras de Jesus.
Um dos problemas bíblicos “mais mortais” é o das traduções. Tendo passado por várias traduções até chegar na versão conhecida atualmente, é evidente que muitas modificações tenham acontecido; a maioria delas involuntariamente. Uma delas é a da confusão entre os termos Satanás, Diabo e Lúcifer.
Na íntegra, Satanás é um, Lúcifer é outro. Lúcifer seria o famoso Portador da Luz (do latim Lux fero), Eósforos e Héspero, o planeta Vênus em seus aspectos matutino e vespertino. Diabo significa “acusador”, do grego diabolos, e pode se referir genericamente a qualquer pessoa que acusa e se opõe a outra.
Já Satanás significa “adversário”. A Igreja Católica considera Lúcifer como Satanás, que seria um anjo que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu, apesar da Bíblia não ter sequer uma passagem que explicite isso. A passagem usada para justificar a ideia Satanás = Lúcifer é Isaías 14:12 : “Como caíste do céu, ó Lúcifer, tu que ao ponto do dia parecias tão brilhante?”.
Trata-se de uma passagem controversa, pois os judeus consideram essa a passagem sobre o desaparecimento da estrela Vênus diante da majestosidade do Sol como uma alusão à crença de que o Império Babilônico desapareceria diante do poder do Deus Yahweh, e a maioria dos cristãos considera a passagem como referente à queda física de um anjo, daí denominam Satanás como Lúcifer.






