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5 tecnologias avançadas das antigas civilizações

POR Júlia Marreto    EM Curiosidades      08/07/16 às 17h44

Pode parecer estranho falar sobre tecnologia num período tão distante quanto a antiguidade mas, a verdade é que muito do que conhecemos hoje se deve ao que as pessoas daquele período nos proporcionaram. Sabendo-se que a matemática, filosofia, literatura, entre tantas outras áreas do conhecimento foram iniciados nesse período é até compreensível que realmente estejamos à mercê desses inventos.

Para exemplificar alguns aparatos tecnológicos daquela época, a redação do Fatos Desconhecidos selecionou uma listinha com 5 tecnologias avançadas das antigas civilizações. Provavelmente a maioria de nossos leitores não tem conhecimento sobre estes.

De qualquer maneira, é importante lembrarmos que não estamos aqui para julgar, criticar, nem impor verdades absolutas. Nosso, único e exclusivo, objetivo é de informar e entreter. Por isso, tentemos admirar, e nos divertirmos, um pouco com alguns "detalhes" sobre a história da humanidade. Confira.

1 - Os robôs da Grécia Antiga

Se você procura por evidências de viagens no tempo, com certeza você não conseguirá fazer mais do Herão de Alexandria. Ele foi o responsável pela primeira máquina à vapor, assim como as portas automáticas. Mas essas não foram suas maiores façanhas. Pesquisadores acreditam que ele construíu o primeiro robô programável.

Pode parecer bobagem mas, Herão (ou Heron) construiu um carrinho de três rodas que era alimentado por cordas ao invés de eletricidade. Era utilizado um sistema de pesos cronometrados e polias, fazendo com que o "robô" conseguisse se movimentar sozinho e fazer curvas.

Apesar de sua simplicidade, cientistas da computação dizem que a maneira que essa construção antiga opera é a mesma base dos robôs modernos. São apenas os "códigos de corda" de Herão. Não satisfeitos, os cientistas construíram uma reprodução do "robô de cordas". E provaram que ele realmente funciona.

2 - Galvanização de metais na Idade Média

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Sabemos que as pessoas da Idade Média, e anteriores, tinham a capacidade de produzir revestimentos finos de metais como ouro e prata. Na verdade, o método utilizado por eles era bem melhor do que o que usamos hoje. Nós ainda não conseguimos alcançar a Idade Média.

Mas, tem como ficar ainda melhor: O "Iron Pillar" é uma coluna de ferro que fica em Qutb Complex, em Delhi. Ele foi construído por volta de 400 a.C. e zomba de toda a sociedade arqueológica e metalúrgica. Isso porque ele tem 1.600 anos e, até hoje, não corroeu. Se você comparar isso a um Ford Festiva de 1994, entenderá do que estamos falando.

Alguns estudos sobre essa coluna apontam que ela possui em sua composição uma extraordinária quantidade de fósforo, aparentemente o responsável pela proteção do metal do qual é feito a construção. Basicamente, há uma película bem fina de ferrugem inofensiva que recebe o nome de Síndrome de Estocolmo Metálico, que luta contra uma ferrugem mais profunda e prejudicial.

Isso não é um acidente, obras/produtos metálicos recentes apresentam baixa quantidade de fósforo em sua composição, enquanto as (muito) antigas foram forjadas da mesma forma que a Iron Pillar.

3 - Brocas maciças e Dutos de Gás na China Antiga

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O sal era um recurso muito valioso no mundo antigo, tanto como conservante antes da refrigeração quanto como a única maneira de manter pessoas preguiçosas bem longe. Mas, quando se vive num país tão grande como a China não era tão simples fazer uma viagem até o litoral para recolher água do mar. A única maneira que eles tinham se conseguir sal era cavar poços extremamente fundos em busca de sal.

E não pensem vocês que eles utilizavam métodos rústicos como as pás, muito pelo contrário, os chineses inventaram uma enorme broca que consistia em bambu e ferro, que foram utilizados para cavar poços profundos por toda a China. Pode até parecer comicamente perigoso mas, por volta do século III, os poços de sal chineses já tinham alcançado mais de 140 metros de profundidade. Os métodos de perfuração não eram apenas engenhosos mas, também, sofisticados.

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Eles projetaram um catálogo inteiro de brocas de perfuração para as mais diferentes circunstâncias e, ainda, um protocolo de segurança e reparação em caso de desmoronamento. As perfurações de poços também atingiram "bolsos de metano" sendo, por esse motivo, apelidados de "poços de fogo".

Algumas explosões iniciais mostraram aos chineses que esse gás natural poderia ser utilizado como combustível para seus aparelhos. Então, inventaram um sistema que conduzia tanto esses gases quanto a água salgada através de longos dutos de bambu através de longas distâncias. Ponto para a China Antiga.

4 - Bússolas tão boas quanto GPS, Vikings

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As navegações marítimas na antiguidade eram extremamente complicadas, levando-se em consideração que não existiam gps nem bússolas nesses velhos navios. Se você queria ir, digamos, da Europa para as Américas as chances de acabar indo parar em Madagascar eram bem grandes.

Os cientistas ficaram bastante intrigados sobre como os Vikings foram consistentemente capazes de viajar em uma linha completamente reta desde a Noruega para a Groelândia, e voltar, mais de 2500 km, enquanto o resto do mundo remava em círculos.

Então, em 1948, pesquisadores encontraram um artefato Viking no âmbito de um convento do século XI, e concluíram que se tratava de uma bússola surpreendentemente avançada. Antes das bússolas magnéticas, os antigos marinheiros precisavam encontram seu caminho utilizando relógios de sol, que contava com o tempo e a direção para qual brilhava a sombra em um disco.

Como você pode imaginar, à noite ou em dias nublados esses relógios eram quase tão inúteis quanto ler folhas de chá e sacrificar uma cabra em homenagem à Odin. Mas, a bússola Viking, conhecida como Uunartoq, era capaz de contornar esses obstáculos.

Além de ser um relógio de sol altamente sofisticado, com várias sombras de palitos para trabalhar os pontos cardeais, os registros medievais do dispositivo se referem a um cristal "mágico" que lhes permitia trabalhar mesmo quando o sol se escondia.

Apesar de termos colocado "mágica" entre aspas, os cientistas realmente acreditam que um certo tipo de cristal, quando colocado no dispositivo, poderia criar um padrão no disco quando exposto à luz, mesmo que fraca, os ajudando a encontrar seu caminho.

No momento em de teste, os cientistas descobriram menos de quatro graus de erro, que é comparável às bússolas modernas. Mesmo com esses resultados ainda não é possível descobrir tudo sobre esse tipo de aparato, já que foram encontrados apenas partes dele. De qualquer maneira, é possível saber que os Vikings conseguiam trabalhar tão bem quanto os "Maps" da vida moderna.

5 - Taça de Licurgo

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A Taça de Licurgo é tão antiga que está em exposição no Smithsonian, uma instituição educacional e de pesquisa que está associada a um agrupamento de museus, fundada e sob administração do Governo dos Estados Unidos. Você pode estar se perguntando o que há de tão tecnológico em um "copo".

Bem, inicialmente nem os cientistas notaram algo diferente, pelo menos até o colocarem contra a luz. Esse copo aparenta verde quando colocado de frente para a luz. Mas, quando iluminado por trás, fica vermelho. Em 1990, pesquisadores britânicos tentaram desvendar o mistério dessa taça.

O que eles descobriram foi que o vidro estava repleto de "fios" de ouro e prata, mil vezes mais finos que um fio de cabelo humano. Basicamente, os romanos haviam descoberto a "nanotecnologia".

Para produzir essa taça, os romanos moeram grãos de ouro e prata tantas vezes a fim de deixá-los menor do que grãos de areia, em proporções específicas para produzir efeitos subatômicos, que a modernidade está começando a entender apenas nessas últimas décadas.

Claro que não fora permitido aos cientistas "desmembrarem" essa relíquia para descobrir do que exatamente se trata mas, fizeram o seu melhor para recriá-la. E, descobriram que também muda de cor, de acordo com o tipo de líquido que é colocado dentro. O que significa que ele era um tipo de "detector de substâncias", muito útil numa época em que mortes por envenenamento era moda.

E aí pessoal, vocês já conheciam esses inventos da antiguidade? O que acharam deles? Conhecem outros que não mencionamos nessa lista? Sugestões, dúvidas, correções? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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Júlia Marreto
É a dona de um coração esculpido pela literatura e preenchido pelos bons vinhos de Baco. Guiada nas artes da vida por Ares, possui a discreta delicadeza de um elefante pulando carnaval numa loja de cristais! Movida diariamente pelo combustível da vida: o café, essa garota possui raízes profundas na poesia da vida. É muito séria, mas sabe brincar na hora certa. Ama os animais e detesta filme de terror. Apesar de cantar mal, canta com sentimento. E adora musicais! Sua principal tentativa desportiva é o baralho. Ela gosta mesmo é de coisas antigas, apaixonada pela vida e sonha com o universo. Instagram: , @juliamarreto
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