7 coisas mais estranhas já criadas em laboratório

POR Isabela Ferreira    EM Ciência e Tecnologia      16/04/18 às 15h01

Desde que a humanidade começou a povoar a Terra, desenvolveu o hábito de tentar adaptar o meio ambiente ao seu favor. Hoje, isso se faz muito mais presente do que em qualquer era já vivida por nós. Destruímos florestas para começar uma habitação, desviamos o curso de rios para onde queremos, e muito mais... Com a engenharia genética alcançamos um nível de controle sobre coisas que até pouco tempo atrás, jamais poderiam ser controladas.

Os grandes responsáveis por isso são os cientistas, que não medem esforços para colocar novos experimentos em prática. Na maior parte das vezes, estão sempre visando o bem estar da humanidade como um todo, mas também não podemos ignorar que as vezes, a ciência ultrapassa os limites e comete algumas crueldades, principalmente com animais. Pensando em situações de ambos os tipos, nós aqui da Fatos Desconhecidos separamos abaixo algumas das coisas mais estranhas já criadas em laboratório. Dá uma olhada!

1 - Couro

Bem, é comum que o couro seja feito de... couro, não é mesmo? Pode parecer estranho, mas uma empresa chamada Modern Meadow conseguiu desenvolver esse tipo de material em laboratório. Isso mesmo... Estão cultivando couro sem a ajuda de vacas ou qualquer outro tipo de animal. Ele cresce em uma linhagem de leveduras que produz colágeno, que é exatamente o que dá ao material sua capacidade elástica e resistente.

2 - Cão de duas cabeças

Provavelmente, esta foi a coisa mais cruel e estranha já criada em um laboratório. Foi no ano de 1954 que o cientista soviético Vladimir Demikhov, realizou 23 cirurgias com a ajuda de sua equipe, para transplantar a cabeça de um cachorro no corpo de outro, fazendo com que o animal ficasse com duas cabeças.

No entanto, foi somente no ano de 1959 que eles foram "bem sucedidos", mantendo os cães vivos por um certo período de tempo... Para ser mais específico, sobreviveram por 4 dias. Atualmente, esse tipo de experimento não seria legalmente possível.

3 - Seios humanos

Sim, até seios humanos estão sendo criados e mantidos em laboratórios. Cientistas começaram a cultivar glândulas mamárias em uma placa de petri, na intenção de realizar pesquisas acerca do câncer de mama. Tais glândulas crescem em um gel transparente e podem ajudar a entender como funciona a progressão do tumor.

4 - Orelha humana crescendo em um rato

Nos laboratórios da Universidade de Tóquio e da Universidade de Quioto, cientistas conseguiram desenvolver algo incrivelmente estranho, mas que pode ser uma esperança para o futuro. Trata-se de uma orelha humana adulta, que pôde ser cultivada nas costas de um rato. Isso apenas foi possível devido a utilização de células-tronco. Os pesquisadores esperam testar o procedimento em humanos daqui a alguns anos.

5 - Membro de um rato

Desta vez, o beneficiado foi o próprio rato de laboratório. O responsável pela façanha foi Harald Ott, do Hospital Geral de Massachusetts, que conseguiu cultivar um membro de rato a partir de algumas de suas células vivas. O mesmo modelo está sendo analisado para a realização de testes futuros.

Ele acredita que dentro de pouco tempo, o mesmo procedimento poderá ser usado para reconstruir o braço de um primata... O que teoricamente, poderia ser uma esperança para que no futuro, as pessoas amputadas tenham seus membros de volta.

6 - Pele

Se conseguiram desenvolver couro em laboratório, talvez desenvolver pele não fosse tão impossível assim. Cientistas do Centro RIKEN para Biologia do Desenvolvimento no Japão, produziram pele humana com folículos pilosos e glândulas sebáceas. Em seguida, conseguiram transplantá-la com sucesso em ratos de laboratório. Obviamente, este pode ser o primeiro passo para ajudar pacientes que tenham sofrido graves queimaduras ou que, por algum motivo, precisem de uma pele nova.

7 - "Mini cérebros"

Pois é, aqui as coisas ficam realmente estranhas. Cientistas conseguiram desenvolver em laboratório o que chamaram de "mini cérebros", embora não seja exatamente isso. Também conhecidos como organoides cerebrais, não passam dos 4 mm de diâmetro, mas se mostraram bastante eficientes e quando transplantados em camundongos, vasos sanguíneos começaram a crescer ao redor.

Esta pode ser uma esperança para entender como a microcefalia e outras doenças cerebrais são desenvolvidas... Inclusive o Alzheimer. Recentemente escrevemos uma matéria sobre o assunto. Para conferir basta clicar aqui!

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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