
Os animes são animações tipicamente japonesa que, com o tempo, conquistaram o mundo. O estilo de animação é bem diferente do americano. A aparência dos personagens tende a ser mais acentuada, em particular os olhos. Em suma, as expressões não tentam emular a realidade, sendo alteradas com frequência para demonstrar todos os tipos de emoção. Devido ao grande sucesso mundo afora, era apenas uma questão de tempo até os desenhos americanos começarem a serem influenciados por eles.
Com essa influência em mente, selecionamos alguns títulos que foram “animizados”. Ou seja, animações que se inspiraram no ocidente para compor sua história e personagens. Veja os exemplos a seguir.
Confundir Avatar: A Lenda de Aang com um anime é um equívoco recorrente, principalmente para quem não está acostumado com o estilo das animações. De fato, embora a produção seja americana, o desenho tem fortes inspirações nos traços e costumes orientais. Há fortes referências ao budismo e ao xintoísmo. Mesmo as nações remetem a diversidade cultural da Ásia. E claro, o próprio design dos personagens, com grandes olhos e expressões destacadas, é outra característica retirada dos animes.
Rebecca Sugar, a criadora do desenho, já confessou que cresceu assistindo a animes como One Piece, Revolutionary Girl Utena e Detective Conan. Sendo assim, o programa nem tenta esconder as influências recebidas. Muitos episódios, por exemplo, são intitulados em homenagem a grandes clássicos do gênero. Não à toa temos capítulos Neon Genesis Evangelion, Captain Harlock e Cowboy Bebop.
Basicamente, RWBY possui vários elementos que compõem um anime. Os traços, ambientações, personagens excêntricos, armas monstruosas e lutas bem coreografadas. Em qualquer imagem, não há dúvidas de que se trata de um anime. O que entrega sua origem é o estilo de animação, realizado em 3D, fugindo do padrão oriental. Além, claro, da dublagem em inglês.
O criador Genndy Tartokovsky sempre deixou claro sua admiração pela cultura samurai e como ela influenciou o programa. De acordo com ele, a inspiração veio de vários filmes de kung-fu. Do mesmo modo que de clássicas lutas de animes. Uma obra com grande preso para Samurai Jack é Akira, de Katsuhiro Otomo. A série explora ambientes ao mesmo tempo futuristas e estranhos, bebendo também de fontes como filmes noir e quadrinhos americanos.
Com os olhos quase do tamanho da cabeça, impossível olhar para Florzinha, Lindinha e Docinho e não lembrar dos animes. Basicamente, o desenho é praticamente uma caricatura das animações japonesas. As situações surreais, os vilões absurdos, os gritos e as expressões dos personagens são enfáticos.
O reboot de She-Ra provou ser um verdadeiro sucesso. Além da história instigante e personagens encantadores, o estilo da animação também ajudou a conquistar o público. Todos os personagens são bastante expressivos, revelando suas emoções por meio dos movimentos corporais. Os olhos brilham, mudam de tamanho, as sobrancelhas se mexem com frequência, assim como os lábios.
Diferente RWBY, nada em Castlevania consegue entregar a origem do desenho. Nem mesmo o estilo de animação. Caso você não saiba que o original Netflix é uma produção americana, o detalhe pode passar despercebido. Até mesmo o áudio, em japonês, foi disponibilizado. O criador da série, Andi Shankar, é grande fã das animações japonesas e levou toda sua paixão para o projeto. O desenho, por sinal, realmente é muito bom!





