
De fato, pandemia é uma palavra muito assustadora. Mas no passado, o mundo já viu pandemias maiores e piores também. Contudo, em muitos coisas, as pessoas podem aumentar ou diminuir informações. Esses conceitos errados podem estar alimentando medos infundados sobre a Covid-19, e agora, esse se tornou um bom momento, para corrigir essas pessoas. Por isso, separamos 7 fatos sobre a gripe espanhola que todo undo entende errado.
Na pandemia de 1918, acredita-se que entre 50 e 100 milhões de pessoas tenham morrido. Para se ter uma ideia, esse número representava 5% da população mundial. Além disso, cerca de meio bilhão de pessoas foram infectadas.
Precisamos entender que a chamada “gripe espanhola” tenha se originado na Espanha. Esse equivoco aconteceu por conta do andamento da Primeira Guerra Mundial. Dessa forma, enquanto os principais países não queriam demonstrar suas fraquezas, a Espanha não demonstrava essa preocupação, já que era neutra ao conflito. Isso criou uma falsa impressão de que a Espanha estava sofrendo o impacto da doença.
Pelo contrário, a grande maioria das pessoas, que contraíram a gripe de 1918, sobreviveu. Dessa forma, na Espanha, a taxa de mortalidade entre os infectados não excedeu os 20%. No entanto, a doença afetou outros países de formas diferentes. Em alguns casos, comunidades nativas inteiras foram exterminadas.
Em 1918, as autoridades de saúde pública, policiais e políticos tiveram suas razões para subestimar a gravidade da gripe. Isso resultou em menos cobertura na imprensa. Além do medo de que a divulgação completa poderia encorajar os inimigos durante a guerra, eles queriam preservar a ordem pública e evitar o pânico.
É improvável que a gripe tenha mudado o resultado da Primeira Guerra Mundial. Isso porque, combatentes de ambos os lados do campo de batalha foram relativamente afetados. No entanto, há poucas dúvidas de que a guerra influenciou profundamente o curso da pandemia. Desse modo, a concentração de milhões de soldados criou circunstâncias ideais para o desenvolvimento de cepas mais agressivas. Além de ainda, ajudar na disseminação pelo mundo.
A imunização contra a gripe não foi praticada em 1918 e, portanto, não teve nenhum papel no fim da pandemia. Contudo, o que pode ter acontecido, é o fato da exposição a cepas anteriores da gripe ter oferecido alguma proteção. Por exemplo, soldados que serviram nas forças armadas durante os anos sofreram taxas menores de morte do que de novos recrutas.
Em 2005, os pesquisadores anunciaram que haviam determinado com sucesso a sequência genética do vírus influenza de 1918. Dessa forma, o vírus foi recuperado do corpo de uma vítima de gripe enterrada no permafrost do Alasca, bem como de amostras de soldados americanos que adoeceram na época.
Hoje, os cientistas sabem sobre como isolar e lidar com um grande número de pacientes, doentes e moribundos. Além disso, os médicos podem prescrever antibióticos, para combater infecções secundárias, o que não era possível em 1918. No futuro, epidemias continuarão a ser uma característica regular da vida humana. Contudo, podemos esperar que a humanidade tenha aprendido com as lições da atual grande pandemia.


![Você realmente sabe tudo sobre Death Note? [Quiz]](https://www.fatosdesconhecidos.com.br/wp-content/uploads/2017/08/deathnote-1280-1490294885083_1280w-350x197.jpg)



