Filmes históricos normalmente fazem sucesso. Isso porque são altos os investimentos referentes a ambientação de cenários, roupas e até mesmo dos diálogos, para que tudo remonte à época referida no roteiro do longa. Nas produções feitas por Hollywood, por exemplo, esses aspecto são quase impecáveis e realmente causam uma sensação boa de viagem no tempo.
Apesar disso, filmes que remontam épocas antigas não se restringem a esses aspectos físico, digamos assim. A parte de referência histórica, bem como os costumes e as crenças dos povos e personagens abordados precisam ser profundamente estudados, para que mensagens erradas não sejam contadas. Bom, pelo menos deveria ser assim.
Na lista que preparamos abaixo, vamos mostrar como esse último aspecto dos filmes históricos são falhos em Hollywood. Acompanhe a matéria e veja quais foram as 7 maiores mentiras que a indústria americana de filmes inventou e que todo mundo acreditou:
Apesar da fama que os Vikings ganharam nos filmes de aventura, há coisas sobre esse povo que não passa de invenção. Um exemplo clássico e decepcionantes disso, são os capacetes com chifres, que aparecem sempre nas produções Hollywoodianas. Segundo arqueólogos, o único capacete Viking conhecido é o Gjermundbu, modelo que consistem em uma coroa redonda simples, enquanto a arte Viking retrata outros capacetes com forma cônica.
Como todo mundo sabe, as cidades medievais eram feitas de materiais fáceis de serem queimados, como madeira e palha. Mas, sabia que aquela mania de colocar fogo nas flechas para queimar casas e outras construções – muito mostrada em filmes que retratam guerras – não passa de um truque do cinema para deixar as batalhas mais interessantes na telona?
Isso porque os soldados da época eram habilidosos o suficiente para usar as flechas comuns, pontudas e mortais, para atacar seus inimigos. Eles simplesmente não precisavam desperdiçar tanto tempo colocando fogo nessas “armas”.
Famoso em histórias de violência, essa região americana costuma ser retratada nos filme como um palco para as disputas, sempre resolvidas através de muitos tiros, especialmente durante o século XIX. Mas, a verdade é que, mesmo nas cidades de fronteira, consideradas mais tensas, os tiroteios não eram muito frequentes. Aliás, incidentes envolvendo disputas com pistolas ficaram famosas no lugar exatamente serem raras.
Acontece, no entanto, que esse exagero todo não foi um problema só de Hollywood. Muitos escritores mexicanos, costumavam mentir sobre esse assunto em seus livros para tornar suas tramas mais emocionantes, por exemplo.
Em algum momento de sua vida você já deve ter ouvido falar no famoso “Complexo de Napoleão”. Esse nome passou a ser muito usado na descrição de homens pequenos, com um grande ego. Aliás, essa nomenclatura foi inspirada no conceito popular de que Napoleão foi um homem baixinho… pelo menos é assim que o personagem histórico costuma ser retratado em muitos filmes.
Mas, esse é outra invenção sem sentido do cinema: não há nenhuma evidência real para sugerir que Napoleão tenha sido um homem anormalmente baixo, até porque sua suposta estatura, 1,52 m; o deixa na média para um homem do início do século XIX.
De acordo com muitos filmes, mesmo na desvantagem em número de contingente, 300 espartanos lutaram contra o exército persa na batalha das Termópilas. Embora a história soe bem aos ouvidos, a verdade é que essa é uma versão romântica de fatos históricos.
Isso porque, pelo menos 5 mil tropas de uma coalizão de cidades-estado gregas ocuparam inicialmente o passe. Depois de parte do exército realmente acabou se retirando, mas o número mais aproximado de homens que teriam ficado no embate foi 3 mil.
Protagonizado por Mel Gibson, em 1995 o filme Coração Valente foi um sucesso e se tornou uma das produções mais emocionantes da década de 90. Para quem não se recorda da história, aliás, o longa trata sobre a vida do líder escocês William Wallace. Mas, mesmo se tornando conhecido no mundo todo, a verdade é que o filme deixa bastante a desejar.
Isso porque, mesmo hoje em dia, pouco se sabe sobre a vida de Wallace, mas a maioria das fontes concorda que ele era um rico fazendeiro, ao invés de um plebeu e, certamente, não teria usado um kilt, que mesmo se tratando de uma tradição genuinamente escocesa, surgiu muito mais tarde.
Além disso, há dois outros detalhes que causam polêmica nesse longa: O primeiro, é sobre a forma com a qual Wallace é retratado. Ele é tido, no enredo, como um apaixonado defensor da independência escocesa, mas a história negligencia o fundo complicado de rivalidades escocesas internas que levou à guerra com a Inglaterra.
O segundo ponto destoante do filme é a sugestão de que Wallace era o verdadeiro pai de Edward III. Esse é um fato realmente surpreendente, até porque os registros históricos apontam que Edward III nasceu vários anos depois da morte de Wallace.
Outro filme que Gel Gibson que mostra versões forjadas da realidade história nos cinemas é O Patriota. Nesse caso, por exemplo, crenças históricas são ligadas a personagens históricos. No roteiro desse filme dá para notar bem a incongruência: o herói, um proprietário de terras do sul dos Estados Unidos, não possuía escravos. Mas, na verdade, inúmeros líderes na guerra de independência americana possuíam escravos.
Além disso, no filme Gladiador, o imperador romano Marcus Aurelius é retratado como sendo a favor da democracia. Enquanto vivo, no entanto, relatos apontam que o imperador era firmemente à favor da autocracia.






