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7 momentos mais importantes da história brasileira

POR Bruno Destéfano    EM Curiosidades      11/07/19 às 19h41

O Brasil foi oficialmente "descoberto" em 1500, quando uma frota comandada pelo diplomata português Pedro Álvares Cabral desembarcou em Porto Seguro. Há, no entanto, fortes indícios de que outros aventureiros portugueses o precederam. Duarte Pacheco Pereira, no seu livro De Situ Orbis, conta que esteve no Brasil em 1498, enviado pelo rei D. Manuel de Portugal. Sabemos que os primeiros colonizadores do Brasil foram recebidos por índios tupinambás, um grupo na vasta gama de populações nativas do continente. Os primeiros objetivos de Lisboa eram bastante simples: monopolizar o lucrativo comércio do pau-brasil e estabelecer assentamentos permanentes. Há evidências de que os índios e portugueses inicialmente trabalharam juntos para colher árvores. No entanto, os portugueses tentaram escravizar índios. Desacostumados a trabalhar longas horas nos campos e consumidos pelas doenças européias, muitos nativos fugiram para o interior ou morreram. Saiba, por meio dessa lista, outros momentos mais importantes da história brasileira.

Querendo ou não, o processo de colonização constitui parte de nossa história. Nós só não podemos nos esquecer de que somos muito mais do que isso. A história foi sim feita para ser lembrada, no sentido de transpassarmos um futuro mais emancipador. Confira alguns - não todos - momentos mais importantes da história brasileira.

1- Origem do povoamento

Os primeiros seres humanos, mais popularmente conhecidos como "índios", entraram no Brasil depois de 10.000 a.C. Eles eram "caçadores-coletores". Entre outros animais, caçavam peixes-boi e pescavam nos arredores das costas litorâneas. Depois de 1.000 a.C., algumas pessoas no Brasil estavam mudando para um estilo de vida agrícola. Os índios cultivavam mandioca, milho e batata doce, além de algodão e tabaco. No entanto, depois de alguns anos, o solo estava escasso. Por isso, acabaram se mudando para a floresta tropical.

Segundo o IBGE, nós já temos um conhecimento mais aprofundado sobre as origens do povoamento da América. Supõe-se que os povos ameríndios foram provenientes da Ásia, entre 14 mil e 12 mil anos atrás. Eles teriam chegado por meio de um "subcontinente" chamado Beríngia. Este era localizado na região do estreito de Bhering, no extremo nordeste da Ásia. Esse é definitivamente um dos momentos mais importantes da história brasileira: a origem dos primeiros povos.

2- A corrida pelo ouro

Quando o ouro foi encontrado no Brasil na década de 1690, este país foi finalmente reconhecido por seu potencial mineral e comercial. Aproximadamente um século depois, porém, ficou claro que os depósitos de ouro eram limitados e que o valor agrícola continuava sendo seu principal ativo. Napoleão Bonaparte chegou em 1807 e o Príncipe Regente, Dom João, chegou pouco depois.

3- Império brasileiro

Assim que Dom João VI e sua comitiva chegaram ao Rio, ele começou a transformar a cidade e seus arredores. Foram iniciados projetos de construção, universidades, bancos e hortas e investimentos nas artes. Os portos foram abertos para o comércio com outras nações, especialmente a Inglaterra. Com o declínio de Napoleão, Dom João VI retornou a Portugal. No entanto, ele acabou deixando seu jovem filho, Pedro I, para governar.

Pedro tinha ideias próprias: proclamou a independência do Brasil em 7 de setembro de 1822 e estabeleceu o império brasileiro. Nove anos depois, após um período de agitação interna e dispendiosas guerras estrangeiras, o imperador se afastou em favor de seu filho de cinco anos, Pedro II. Uma série de regentes governou até 1840, quando o segundo Pedro tinha 14 anos e o Parlamento o decretou "de idade". Esse é um dos momentos mais importantes da história brasileira.

4- Pós-independência

Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas com o objetivo de reconhecer a independência de sua ex-colônia. No entanto, existia coisas por trás dessa proposta. Afinal, era dinheiro que Portugal devia à Inglaterra e a dívida foi transferida ao Brasil.

Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo menos abastado não acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma e a escravidão se manteve. Além disso, a distribuição de renda continuou desigual.

5- Processos tardios

O fraco consumo inicial de produtos manufaturados britânicos fez com que o trabalho escravo fosse visto como um obstáculo ao desenvolvimento das forças produtivas nacionais ao longo do século XIX. A pressão contra o trabalho escravo tornou-se mais forte após os cinquenta anos, uma vez que algumas novas leis gradualmente introduziram e estimularam a força de trabalho livre.

Uma parte significativa disso foi recrutada entre novos imigrantes europeus - da Alemanha, Itália, Espanha e Japão, por exemplo -, cuja maior parte foi enviada para a agricultura sulista. A nova dinâmica da economia coube aos ingleses, que fundaram bancos, aumentaram o comércio, construíram ferrovias e fizeram outros investimentos. Além de Cuba, o Brasil foi o último país a abolir a escravidão no mundo. Esse é um dos momentos mais importantes da história brasileira.

6- Fim da escravidão?

A filha de Pedro II, Princesa Isabel, acabou oficialmente com a escravidão em 1888. No entanto, as consequências do processo perdurariam ao longo das próximas narrativas desiguais envolvendo a questão social. Os latifundiários estavam descontentes com a situação e uniram-se aos militares para acabar com a monarquia, obrigando a família real a voltar a Portugal e fundar o primeiro governo republicano em 15 de novembro de 1889.

7- A reinvenção da democracia

Em janeiro de 1985, o Congresso elege pela primeira vez um civil para a Presidência: o oposicionista moderado Tancredo Neves, com 489 votos. O candidato eleito acabou adoecendo e morreu antes mesmo de tomar posse. Assim, seu vice, José Sarney, assume a posição e se torna o primeiro presidente civil desde 1964. Logo depois, o Congresso aprova a emenda constitucional que restabelece eleições diretas.

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Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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