
O funk é um dos ritmos musicais populares mais consumidos no Brasil, além de ser um estilo conhecido mundialmente. Ele faz parte da cultura brasileira e está presente em muitas festas e confraternizações.
Você conhece a história do garoto que criou uma música que fez muito sucesso em 2016, “Baile de Favela“? Aqui no site da Fatos Desconhecidos, nós já contamos para você a história dele e como foi a sua infância.
Muito aprendizado você pode adquirir indo a um baile funk na favela. Esses lugares são palcos de espetáculos e coisas que você nem imagina.
Pensando nisso, nossa redação separou para você uma listinha com algumas realidades que você só descobre visitando um baile funk na favela. Confira:
O funk é uma batida que conquista todo mundo, não importa o lugar em que ele toque. E nas favelas, o ritmo agrada a todas as classes. Rico ou pobre, branco ou negro, não importa sua condição financeira ou tom de pele, tem baile funk para os públicos de todas as classes.
Se muita gente acredita que o funk se resume apenas a letras que falam de ostentação, sensualidade e palavras pesadas, se engana. Existem bailes funks que trazem letras que falam de amor, conscientização e até mesmo trazem humor, como as de MC Serginho, por exemplo. As letras trazem muito mais ao público do que os estereótipos dizem.
Assim como o baile funk é um ambiente que toca muito funk e os pancadões para galera, o lugar também é palco de grandes relacionamentos.
Muita gente já conheceu o amor de sua vida entre uma batida e outra do ritmo, assim como até já chegou a casar. O funk não é só tamborzão e batidas frenéticas, é amor também.
Nos bailes funks, você também percebe que o ritmo gera emprego com os famosos grupos de passinho. O passinho mistura pop, break, samba, pagode, frevo e toma o espaço nas pistas dos bailes.
As academias lotam de pessoas que ensaiam suas coreografias para não fazerem feio na hora das festas, gerando uma renda para professores e donos. Passinhos, coreografias ensaiadas, dancinhas, o funk traz novas culturas em seus bailes e também rende uma graninha.
Cordões de ouro com pingentes de dinheiro, notas de música, anéis de ouro, óculos escuros, meiões, roupas coloridas, a extravagância com o vestuário ganha a cena no baile funk. Todo mundo quer chamar os olhares para si, além de dançar muito e “arrastar a raba no chão”, como dizem os frequentadores.
No beco da esquina, na rua movimentada, no galpão comercial de um amigo, na laje do vizinho, na casa daquele seu amigo mais próximo, o palco para acontecer um baile funk pode ser qualquer um.
E não importa a hora, nem o local, quando as pessoas se mobilizam, ele acontece onde quer que elas estejam e o som diverte a galera o tempo todo.
De acordo com o fotógrafo Vincent Rosenblatt, um profissional da imagem que visitou o Brasil e fez vários ensaios sobre os bastidores dos bailes funk cariocas, em entrevista ao jornal Gazeta Online, contou que as letras das músicas têm muito a dizer.
Segundo ele, “tudo é bem mais complexo do que parece. A violência cantada serve de catarses; a violência real, da opressão econômica, da falta de oportunidades de educação e empregos, de saúde, do racismo, e dos abusos policiais e da carência de cidadania, todo esse contexto vivido na pele é muito mais violento do que qualquer letra cantada no baile.
A violência dos traficantes se espelha também nas letras que refletem uma realidade, mas não são a causa desta. Os proibidões mais marcantes são talvez a mais autêntica literatura bruta e cruel do que se fez nos pais.”
Você curte funk? Já foi a um baile funk? Mande seu comentário para gente! Marque aquele amigo ou amiga que adoram um baile funk.






