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7 vezes em que homens foram usados como armas suicidas

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Às vezes, é comum se dizer que na guerra e no amor vale tudo. Mas será mesmo? Hoje quando se fala em atentado suicida logo vem à cabeça os terroristas, mas nem sempre foi assim. Essa foi uma técnica de guerra muito usada pelas grandes potências durante a Segunda Guerra Mundial. O exemplo mais popular foi o dos camicazes, os pilotos de aviões japoneses que carregavam explosivos e atacavam os navios e porta-aviões dos seus inimigos em missões suicidas.

Se mostrando uma tática eficiente, outras nações se espelharam na ideia e desenvolveram outras ideias semelhantes. Entre elas, até colocar homens dentro de mísseis. Inclusive a Força Aérea dos Estados Unidos chegou a cogitar a implantação da estratégia. Hoje listamos 7 vezes em que homens foram usados como armas suicidas.

1 – Kaiten

Os kaiten foram uma versão subaquática dos aviões kamikaze japoneses. Com a mesma lógica de raciocínio, a ideia era que os pilotos usassem seus torpedos para atingir os navios inimigos, matando o piloto e destruindo o navio.

A função do piloto era apenas de guiar o torpedo até o alvo. Em suas primeiras versões ainda era possível o piloto escapar antes do impacto, porém nos protótipos seguintes não era mais possível. O piloto tinha duas chances para acertar o seu alvo, se por acaso ele não conseguisse nas duas tentativas, ele deveria explodir a si mesmo juntamente com o torpedo.

2 – Fieseler F1 103R

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha estava sofrendo ataques de bombas voadoras V-1 disparadas pela Alemanha nazista. E em 1944, quando a Alemanha estava em desvantagem na guerra, começou a ter novas ideias de táticas para virar o jogo. O alto comando alemão vendo que o V-1 tinha sido bem-sucedido, eles pensaram em fazer uma versão tripulada do míssil de bombardeio, o chamado Fieseler Fi 103R. A Alemanha chegou a produzir quase 200 Fi 103R durante a guerra.

3 – Ataques de bombas

Hoje alguns grupos terroristas islâmicos usam de suas ideologias para convencer pessoas a participar por vontade própria de ataques suicidas com bombas. Mas o Exército Republicado Irlandês (IRA) usava de táticas mais drásticas e covardes durante sua guerra com o governo britânico. O IRA selecionava pessoas com ligações ao governo britânico, sequestrava suas famílias e obrigava suas vítimas a colocar veículos carregados de bombas nos alvos britânicos. Por vezes, o motorista conseguia escapar do veículo antes da explosão, mas nem todos tinham a mesma sorte.

Uma das vítimas mais conhecidas do IRA foi Patsy Gillespie. Em 1990, ele foi obrigado a dirigir um veículo equipado com bombas, ele conseguiu sair com vida e o IRA deixou sua família em paz por um tempo. Até que ele foi recrutado em outra missão, e morreu na explosão junto a outros cinco soldados.

4 – Maiale

O maiale foi um torpedo tripulado fabricado na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. O primeiro maiale implantado tinha 5 metros de comprimento e tinha dois tripulantes que guiavam o torpedo até os portos ingleses e franceses. O primeiro ataque fracassou. Mas em 1941, a arma afundou dois navios de guerra britânicos e um petroleiro no Egito. No entanto, a tripulação não conseguiu escapar e explodiu junto ao torpedo.

5 – Yokosuka MXY-7 Ohka

O Yokosuka MXY-7 Ohka foi um dos aviões camicazes japoneses. O diferencial dele era que ele era movido por um foguete, enquanto a maioria dos aviões usados era movido por motores com hélice. A tática era simples, assim que o inimigo era detectado, os bombardeiros enviavam Ohkas em direção ao alvo, quando estivesse perto o suficiente, o piloto disparava os motores dos foguetes e acelerava em sua direção. O resultado era fatal ao piloto.

6 – Shinyo


A essa altura, já ficou bastante perceptível que os japoneses estavam determinados a vencer seus inimigos usando armas suicidas como tática de combate regular. Além dos aviões, eles implantaram também barcos contendo torpedos e explosivos mortais. Dois tipos foram desenvolvidos. Um desenvolvido para a marinha, atacando navios inimigos, matando o piloto e destruindo o navio. E o outro, foi planejado para o exército, usado para derrubar cargas profundas ao redor do inimigo. O piloto não deveria morrer, porém os barcos não eram rápidos o suficiente para desocupar antes das explosões.

7 – Marder

O marder era um pequeno submarino construído na Alemanha nazistas. A princípio não deveria matar o operador, no entanto, era difícil escapar. E acabou por ser considerado uma arma mal sucedida, já que ele tinha muitas limitações. Não poderia passar de 100 pés de profundidade, o que terminou por matar um terço dos pilotos durantes as missões em que foi usado.

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