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Abrigo resgata dupla que lembra Timão e Pumba

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A vida imita a arte e temos exemplos de sobra para comprovar isso. No entanto, ainda nos surpreendemos quando encontramos esses casos. Um deles aconteceu no abrigo Arizona Humane Society, nos Estados Unidos, que resgatou uma dupla fofa de animais que lembra os amados Timão e Pumba, de O Rei Leão.

A dupla que fez sucesso nas redes sociais é formada por um porquinho e um chihuahua. O abrigo resgatou os dois no início de maio, depois que o antigo tutor foi preso por acusações de maus-tratos.

Dessa forma, como já eram amigos antes mesmo de chegar no abrigo, e, sem nomes, a equipe do Arizona Humane Society achou que seus nomes deveriam ser os mesmos do desenho animado infantil.

Dupla inseparável

Arizona Humane Society

Quem já assistiu O Rei Leão sabe que Timão e Pumba possuem uma amizade forte e inspiradora. De acordo com os cuidadores do abrigo, as suas versões da vida real também são assim, isso porque estão sempre juntos.

Além disso, Timão gosta de ficar nas costas de Pumba, que parece gostar da companhia do pequeno amigo. A equipe conta que não possui o costume de resgatar porcos. No entanto, levaram Pumba para o abrigo para que não houvesse a separação dos amigos.

“Desde então, eles encontraram novos lares amorosos com nossos maravilhosos parceiros de resgate no Better Piggies Rescue”, disse Arizona Humane Society. Segundo o Better Piggies Rescue, Pumba se sente em casa no abrigo. Já Timão está a caminho para se tornar um cão do santuário.

“Pumba – ele se sente em casa na frente do santuário com Bubs, TT, Alvin e Mob. Ele é um recepcionista natural e mal posso esperar para que todos o conheçam quando começarmos as turnês em setembro. Além disso, ele precisa estar perto de seu melhor amigo, Timon, com quem estamos trabalhando para se tornar um cão do santuário”, disse a organização.

Abrigos superlotados

Fonte: Chevanon Photography

Durante o período de pandemia, passamos por um aumento de cerca de 30% de adoção de cães e gatos. No entanto, o abandono também cresceu. De acordo com Rosangela Gebera, gerente de projetos da Ampara Animal, o índice de abandono e de recolhimento de animais aumentou 61% entre julho de 2020 até o terceiro trimestre de 2021.

“Alguns protetores declararam aumento de abandono de 300%, de 150%, outros de 30%. Este dado se torna ainda mais agravante quando vemos que o número de doações também diminuiu por causa da pandemia, em que quase não teve eventos de adoção. A crise econômica e social exacerbou um problema antigo que é a falta de responsabilidade das pessoas com os animais. Então, quando a pessoa está passando por um momento difícil, a primeira coisa que ela faz é abandonar o mais vulnerável”, diz a gerente.

“Por causa da pandemia, muitos estão deixando seus pets por questões de mudanças de casa, de cidades, separações, perda de emprego e, principalmente, por questões econômicas. Ou seja, pela consequente incapacidade de manter o animal causada pela grave crise social-econômica que estamos vivenciando”, afirma Rosangela.

Desse modo, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, assim como em diversas outras cidades, cães e gatos esperam por adoção. Em Sorriso, são cerca de 180 cães e gatos e o local funciona em capacidade máxima.

Para sensibilizar famílias que estão em busca de um bichano em casa, a prefeitura montou uma estrutura na praça da cidade. Assim, segundo a veterinária Keila D’Agostin, o abrigo está passando por um período complicado, visto que ele recebe novos animais com frequência, mas não recebe interessados em adotar.

“Hoje estamos com cerca de 180 animais, consideramos o abrigo como lotado. Não conseguimos introduzir novos animais em alguns dos canis por não aceitação entre eles”, disse.

Adoção em baixa

Embora os filhotes sejam os mais prováveis de serem adotados, até eles estão ficando mais tempo no abrigo por falta de interessados. A veterinária ressalta que o animais têm comportamentos que se assemelham aos seres humanos.

“Eles têm todas as fases de vídeo como o ser humano, a primeira fase é aquela da criança arteira, os cãezinhos destroem as coisas em casa, comem chinelo e fazem buraco no quintal e virar vasos de plantas. Tem que ter paciência e saber educar o animal. Vai ter aquela fase que ele vai querer ser o guardião da casa, vai querer ser o responsável e cuidar da família. Depois ele vai ficar idoso e vai precisar de cuidados como alguém com idade mais avançada”, disse.

Fonte: Exame, Só Notícia Boa

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