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Afinal, o que aconteceu em Criciúma?

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Afinal, o que aconteceu em Criciúma?

Na madrugada da última segunda-feira (30/11), uma quadrilha de 30 pessoas assaltou uma agência do Banco do Brasil em Criciúma, no sul de Santa Catarina. Dessa forma, o caso em Criciúma ganhou repercussão nacional por conta do terror e a forma como os bandidos tomaram conta da cidade logo em seguida. Isso porque, além da grande quantidade de disparos de armas de fogo, os criminosos também fizeram barricadas com carros, espalharam explosivos e usaram reféns como escudo para evitar a aproximação de policiais.

Assim, para explicar melhor a situação em Criciúma, vamos explicar tudo que se sabe e o que não sabemos até o momento. Antes do assalto, os criminosos lançaram um caminhão no 9º Batalhão da PM. Em seguida, atearam fogo no veículo.

Criminosos fortemente armados provocaram terror na cidade

Depois do ataque no 9º Batalhão da PM, 10 veículos, nos quais se encontram os criminosos, seguiram para o roubo ao Banco do Brasil, localizado na Avenida Getúlio Vargas. Com isso, servidores públicos que estavam no banco foram feitos de reféns. Isso durou de meia-noite a cerca de 2 horas da manhã, que foi quando os veículos dos criminosos partiram para a cidade de Nova Veneza, que fica a 18 km de Criciúma.

Em Nova Veneza, quatro homens foram detidos. De acordo com a Polícia Civil, apenas com eles, foi encontrado mais de R$ 810 mil em duas maletas. Depois disso, os 10 veículos usados no crime foram encontrados, mas os outros membros da quadrilha conseguiram escapar.

De volta a Criciúma, cerca de 200 quilos de explosivos ficaram para trás. Com isso, o Esquadrão Antibombas foi chamado e detonou os explosivos. Além disso, os funcionários do banco foram deixados para trás, sem camisas e a poucos metros do local do roubo. Nenhum dos reféns foi ferido. “Foi um dia de terror para nós. A gente está até agora traumatizado”, afirma Sérgio Eduardo Firme, um dos reféns. Segundo Firme, os bandidos jogaram dinheiro nas ruas de propósito. Assim, um deles falou: “vou jogar 500 mil aí na rua aí. Vou jogar para o pessoal e vocês aproveitam para pegar também”, conta Firme.

Como está a cidade agora?

Durante a troca de tiros, apenas um vigilante e um Policial Militar foram feridos. Enquanto o vigilante teve apenas ferimentos leves, no ataque, Jeferson Esmeraldino foi baleado e se encontra em estado grave, com uma hemorragia interna. “Foi uma ação extremamente violenta. Por volta de meia-noite, 30 criminosos fizeram um assalto com explosivos, confrontando policiais em diversos pontos, atingindo diversos imóveis”, afirma Anselmo Cruz, delegado titular da delegacia antirroubos e antissequestro da Polícia Civil de Santa Catarina.

Até o momento, também não se sabe qual foi a quantia roubada. Mas, de toda forma, a prioridade é localizar os autores do crime. “Pelas condições, sabemos que não são criminosos de SC, talvez do Sudeste ou centro-oeste do país. Foi uma ação inédita no estado”, afirma Cruz. “A mobilização das polícias permanece no sentido de localizar os autores. O trabalho da Polícia Civil é de investigação até chegar à autoria dos criminosos que realizaram ação”, completa o delegado responsável pelo caso.

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