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África do Sul decide suspender vacinação com vacina de Oxford

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De acordo com uma reportagem publicada pela BBC, a África do Sul decidiu, recentemente, suspender o uso do imunizante produzido pela Oxford, em parceria com a AstraZeneca. Segundo informa a reportagem, a decisão veio logo após as autoridades sanitárias do país analisarem um pequeno estudo que, até então, ainda não havia sido revisado por outros cientistas.

Em suma, o estudo aponta que a vacina oferece uma “proteção mínima contra casos leves e moderados da variante descoberta em território sul-africano”. Conforme explicam os cientistas que estão lidando diretamente com o vírus na África do Sul, a variante, atualmente, é responsável por 90% dos atuais casos de covid-19 registrados no país.

A variante, os casos e a vacina

Supostamente, a África do Sul começaria a imunizar a população no dia 15 de janeiro, ou seja, na próxima semana. No entanto, o país, que chegou a receber 1 milhão de doses da vacina Oxford-AstraZeneca, realizou neste domingo, 07, uma entrevista coletiva online com Zweli Mkhize, ministro da Saúde da África do Sul, e, em tal ocasião revelou que, no momento, o ideal é aguardar os especialistas se posicionarem sobre o tema e, assim, decidir o destino da vacina Oxford-AstraZeneca.

Diante do posicionamento do país, uma das cientistas que está intimamente ligada ao processo de produção do imunizante rebateu o estudo não revisado e afirmou que a vacina segue sendo altamente eficaz contra as reações mais graves da doença, as quais, como sabemos, levam à internação hospitalar ou à morte.

A decisão da África do Sul em relação ao imunizante não altera a de outros países que adotaram a vacina.

O estudo e o cenário atual

Basicamente, o estudo engloba dados de um experimento que foi realizado este ano pela Universidade de Witwatersrand. A pesquisa envolveu, ao todo, 2.000 pessoas. O estudo, até o momento, não passou por uma revisão de pares. Mesmo assim, o governo da África do Sul decidiu que, a partir de agora, deve focar em vacinas produzidas pela Johnson & Johnson e pela Pfizer. O país deve comprar novos lotes nas próximas semanas.

“Infelizmente, a vacina da AstraZeneca não funciona contra doenças leves e moderadas”, explicou Shabir Madhi, autor do estudo, mesmo sabendo que a pesquisa, conforme revelou a reportagem da BBC, não analisou de perto a eficácia do imunizante na prevenção de infecções mais graves. O dado, altamente relevante, não foi considerado pelo estudo porque os participantes – por possuírem 31 anos – “não representavam o grupo demográfico com maior risco de desenvolver sintomas graves do vírus”.

“Os números envolvidos no teste foram pequenos — isso significa que só pode haver confiança limitada nos resultados até o momento — e há uma esperança de que a vacina ainda impeça as pessoas de ficarem gravemente doentes”, relatou Nick Triggle, repórter de saúde da BBC.

De acordo com a professora Sarah Gilbert, coordenadora do grupo de cientistas que trabalharam incansavelmente para produzir a vacina de Oxford-AstraZeneca, “as vacinas ainda devem proteger contra as formas graves da covid-19”. Gilbert revelou também que o grupo está trabalhando para finalizar ainda este ano uma versão modificada da vacina, a qual age contra a variante encontrada na África do Sul – também conhecida como 501.V2 ou B.1.351.

Conforme divulgou a imprensa nacional e internacional, os primeiros resultados da fabricante Moderna mostram ser eficazes contra a variante que assola a África do Sul.Além disso, a vacina produzida pela AstraZeneca, como já comprovado, fornece um excelente grau de proteção contra a variante que foi descoberta recentemente no Reino Unido. Já os resultados que englobam a vacina Pfizer-BioNTech apontam que o imunizante é altamente capaz de proteger os seres humanos contra as novas variantes.

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