
A Antártica é o mais meridional dos continentes e um dos maiores, com uma superfície de catorze milhões de quilômetros quadrados. Pelo fato de estar no polo Sul, a Antártica está quase sempre coberta de geleiras. Mas isso não impede que vários animais vivam por lá.
E claro que por ela ser um continente de gelo, ele tem apresentado mudanças. Desde 2016, a Antártica se comporta de uma maneira estranha e isso é um motivo de preocupação entre os pesquisadores por ter uma relação com o futuro da Terra. Isso porque a cada verão está acontecendo um desaparecimento maior de gelo e por conta disso os cientistas se perguntam se algum dia ela voltará ao normal.
Anteriormente, o gelo marinho antártico chegava na sua mínima nos verões no continente e no seu máximo no inverno. Contudo, em 2016, essa plataforma de gelo marinho chegou no seu recorde mínimo. E no momento em que era esperado que o gelo iria se recuperar, ele continuou quebrando recordes mínimos durante seis meses. Em julho, na época em que ele deveria estar no seu máximo, estava faltando para o continente uma área de gelo maior que a Europa Ocidental.
De acordo com o Live Science, depois disso, nos verões na Antártica, o gelo seguiu batendo recordes mínimos. O último deles foi em fevereiro do ano passado quando ele ficou com somente 1,91 milhão de quilômetros quadrados. Esse ano, o gelo mínimo quase foi o recorde no mesmo mês.

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Se esse gelo não for recuperado isso pode afetar o mundo inteiro porque esse gelo marinho tem vários papéis, funcionando como o batimento cardíaco do oceano. Por exemplo, é ele que reflete parte da energia do sol de volta para o espaço no que se chama de efeito albedo. Ele também ajuda que o gelo terrestre escorregue para o mar, derreta e aumente o nível do mar.
Outro ponto importante é que ele é o habitat para pinguins e krills. No caso dos krills, eles ajudam a reter o carbono no fundo do oceano. E o último papel das plataformas de gelo da Antártica é que elas impulsionam a dinâmica de circulação das correntes oceânicas no mundo todo, sendo a origem de 40% do oceano do mundo.
Em 2016, quando começou a acontecer a queda drástica, foi pensado que ela poderia ser uma coisa pontual. Contudo, depois de quase oito anos se acredita que essa tendência de perda irá continuar. Dentre as principais causas está o chamado feedback de albedo da superfície, que é quando a água derretida e mais escura retém a radiação, o que consequentemente aquece a região.
Até o momento não é sabido se a diminuição do gelo da Antártica chegou no seu ponto de inflexão irreversível, mas o que se sabe é que essa perda pode trazer mais consequências se não for diminuída ou controlada.

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Além do derretimento de gelo, existem outras coisas sobre a Antártica que também chamam atenção. Por exemplo, o fato de mesmo ela sendo coberta por gelo ser chamada de deserto.
Contudo, o maior deserto do mundo não faz calor, muito pelo contrário. Ele é um dos lugares mais frios da Terra. Por mais que a Antártica tenha suas temperaturas absurdamente frias, esse continente é considerado um deserto porque quase não chove por lá e isso é tido como o principal critério para definir algum lugar como um deserto.
No entanto, esse tema é polêmico e não existem regras rígidas para que algum lugar seja classificado como deserto. Contudo, geralmente os lugares que são tidos como desérticos têm menos de 25 centímetros de chuva anualmente. Por conta disso, a Antártica cumpre esse requisito, já que por lá há uma precipitação de aproximadamente 15 centímetros por ano.
Mesmo assim, o continente é gigante e tem alguns lugares que recebem mais chuvas do que outros. Por exemplo, as localidades mais costeiras são onde existem os índices de precipitações maiores, em contrapartida alguns vales são extremamente secos.
Ao todo, a Antártica tem aproximadamente 14,2 milhões de quilômetros quadrados de área. Nas regiões que existe uma precipitação baixa, como nos Vales Secos de McMurdo, isso acontece por conta das temperaturas frias, montanhas que impedem que as nuvens de chuva passem e por conta dos ventos muito fortes que acabam tirando a umidade do ar.
De acordo com a Rede de Pesquisa Ecológica de Longo Prazo (LTER) da Fundação Nacional da Ciência (NSF) dos EUA, nesses vales secos não existe neve ou gelo, somente lagos congelados de forma permanente que podem ser o lar de alguns micróbios, musgos e líquens que conseguem sobreviver nas condições desses lugares.
Por mais que as regiões centrais da Antártica passem a impressão de não ser o lar de nenhuma vida, os pinguins e petréis vivem em regiões mais perto do oceano porque por lá eles conseguem se alimentar com os peixes. E as focas também passam por esses locais de vez em quando.
Fonte: Olhar digital
Imagens: Olhar digital






