Curiosidades

As primeiras pessoas que vieram para as Américas trouxeram seus cachorros com elas

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cachorro é o melhor amigo do homem. Eles podem fazer companhia para seus donos, os ajudar a andar, caso sejam cegos. Além disso, podem servir como método de terapia para alguma doença. Do mesmo modo, também alegrar o ambiente em que estão.

Basicamente, essa amizade já dura séculos, e por isso, o animal é considerado o melhor amigo do homem. Todas as pessoas que dizem ter um cachorro em casa, sempre falam sobre a lealdade do bichinho. Nada melhor do que chegar em casa após um dia cansativo e se deparar com um cachorro nos esperando, cheio de felicidade. Isso pode realmente mudar o humor das pessoas.

Mas quando será que esse relacionamento entre homem e cão começou? Novas evidências de DNA mostram que essa relação pode ir muito mais longe na pré-história do que jamais foi visto.

Cachorros

Segundo os cientistas, as análises de DNA de cachorros antigos sugerem que eles foram domesticados a partir dos lobos da Eurásia. Isso aconteceu há aproximadamente 23 mil anos. Bem depois eles se espalharam junto com os humanos enquanto esses migravam pelo mundo. Os cachorros foram junto com os humanos incluindo a entrada nas Américas pelo caminho de Beringia, que é a ponte de terra que conectava a Rússia com o Canadá.

“A única coisa que sabíamos com certeza é que a domesticação de cães não ocorreu nas Américas. Pelas assinaturas genéticas de cães antigos, sabemos agora que eles deviam estar presentes em algum lugar da Sibéria antes de as pessoas migrarem para as Américas”, explicou o geneticista Laurent Frantz, da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, na Alemanha.

Por mais que se acredite que os cães foram os primeiros animais a serem domesticados, ainda muita coisa permanece desconhecida a repeito dos detalhes da entrada desses animais no mundo. Alguns pesquisadores dizem que o cachorro foi domesticado há 100 mil anos.

Saber com certeza a verdade nem sempre é fácil. Isso porque pode ser difícil para os cientistas diferenciar, com precisão, os restos descobertos de lobos antigos e os primeiros cachorros domesticados.

“O desafio para todas as alegações de cães do Pleistoceno final tem sido mostrar conclusivamente, através de várias linhas de evidência, que os espécimes em questão podem ser claramente distinguidos dos lobos contemporâneos. Aqui, adotamos uma abordagem conservadora e incluímos apenas os canídeos cujo status taxonômico é inequivocamente doméstico”, explicaram os pesquisadores.

Domesticação

Os pesquisadores dizem que os primeiros vestígios de cachorros domesticados geralmente aceitos no registro arqueológico apareceram aproximadamente 15 mil anos atrás na Alemanha, na Europa e em Israel.

Contudo, fora do registro arqueológico a evidência genética sugere que as primeiras linhagens de cachorros vem milhares de anos antes dos vestígios arqueológicos. Como por exemplo o haplogrupo, que  uma população genética com um único ancestral, que é estimado em 22,8 mil anos atrás.

Fazendo uma comparação das sucessivas linhagens de haplogrupos que se separaram do seu ancestral, incluindo os que vieram para as Américas na mesma época que os colonizadores humanos, os pesquisadores montaram uma linha do tempo. E mapearam como os cachorros e seus genes se espalharam ao redor do planeta.

A última análise sugeriu que os viajantes humanos, provavelmente, trouxeram seus cachorros domesticados com eles em suas viagens para as novas terras, incluindo as Américas. A linhagem que foi introduzida tem traços genéticos, desde a Eurásia aproximadamente sete mil anos antes.

“Há muito tempo sabemos que os primeiros americanos devem ter possuído habilidades de caça bem afiadas, o know-how geológico para encontrar pedras e outros materiais necessários e estar prontos para novos desafios. Os cães que os acompanharam ao entrarem neste mundo completamente novo podem ter feito parte de seu repertório cultural tanto quanto as ferramentas de pedra que carregavam”, disse o arqueólogo, David Meltzer da Southern Methodist University em Dallas, no Texas.

Companheirismo

Por mais que não se saiba ao certo as circunstâncias da domesticação do cachorro na Eurásia, os pesquisadores dizem que é possível que por conta do frio extremo essa amizade entre humanos e cachorros tenha se iniciado.

“As condições climáticas podem ter aproximado as populações de humanos e lobos em áreas de refúgio, devido à sua atração pelas mesmas espécies de presas. As interações crescentes entre os dois, talvez resultantes da eliminação mútua de mortes, ou de lobos atraídos para os detritos de acampamentos humanos, podem ter iniciado uma mudança na relação entre as espécies, eventualmente levando à domesticação dos cães”, concluíram os pesquisadores.

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