
Falar de como surgiu a vida na Terra pode ser uma questão difícil. Por essa razão, o mistério de como surgiu a vida no nosso planeta rendeu vários estudos científicos para achar uma resposta definitiva. No entanto, até o momento a resposta definitiva ainda não foi encontrada. Apesar disso, nada impediu que estudos fossem feitos para tentar achá-la.
Há 3,26 bilhões de anos, nosso planeta era bastante diferente, com pouco oxigênio na atmosfera e com uma vida bem restrita. Contudo, por conta de um impacto de um asteroide, alguns organismos começaram a prosperar por aqui.
Essa possibilidade veio à tona depois de pesquisadores terem encontrado evidências da colisão do asteroide, chamado de S2, com a Terra. O tamanho dessa rocha seria 200 vezes maior do que o asteroide que acabou extinguindo os dinossauros da face do planeta.

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Contudo, de acordo com as evidências geológicas encontradas no cinturão de rochas verdes de Barberton, na África do Sul, o impacto do S2 trouxe outras consequências para o planeta, diferente de uma extinção.
Conforme os pesquisadores, a colisão acabou desencadeando um tsunami enorme, aqueceu a atmosfera, ferveu a camada superior do oceano e cobriu o planeta com uma nuvem de poeira.
Por mais que essa colisão também tenha deixado uma devastação muito grande, pelas amostras de rochas da África do Sul foi visto que os microrganismos conseguiram superar o ocorrido.
Além disso, com o impacto da colusão grandes quantidades de ferro do oceano profundo foram liberadas, e o tsunami formado levou o material para os locais costeiros. O asteroide também trouxe o fósforo para a Terra, que é um elemento bem importante para o metabolismo dos organismos vivos.
Segundo o estudo, depois que o impacto aconteceu, teria acontecido uma prosperidade das bactérias metabolizadoras de ferro, mesmo que durante um tempo curto. E foi isso que fez com que a vida pudesse florescer no nosso planeta.
Ao todo, os pesquisadores encontram evidências de pelo menos oito impactos no Cinturão de Rochas Verdes de Barberton, na África do Sul. O próximo passo deles é aumentar suas análises nesse local para conseguirem entender melhor como o asteroide pode ter feito a vida surgir na Terra e quais foram seus outros efeitos.
Fonte: Olhar digital
Imagens: Estado de Minas





