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Biocurativo para queimaduras é feito em impressora 3D

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A bioimpressão é um avanço da impressão 3D, uma vez que ela permite a criação de biocurativos feitos de pele falsa para ajudar nos tratamentos de pessoas com queimaduras. O biocurativo 3D pode acelerar o processo de recuperação e reduzir o índice de rejeição de outros fármacos, já que ele é feito de forma semelhante ao desenvolvimento da pele humana e, assim, apresenta alto índice de aprovação pelo corpo.

Na startup brasileira 3DBS, empresa brasileira especializada em bioimpressão, os biocurativos são criados a partir de células humanas da pele, que são os fibroblastos, melanócitos e queratinócitos. Essas células são colocadas no cabeçote da bioimpressora e o equipamento reconstrói cada camada da pele.

Folha

Os biocurativos já são usados na Europa e nos Estados Unidos. Entretanto, o alto valor na conversão do dólar para o real, além das barreiras alfandegárias, dificultam a importação desses produtos. No Brasil, algumas empresas têm se empenhado em testar e produzir tais curativos, como é o caso da 3DBS.

No entanto, para que eles possam ser utilizados em larga escala no país, como em hospitais especializados em pacientes com queimaduras, a nova tecnologia precisa passar por uma série de testes. O uso também deve ser regulamentado e os testes validados.

Biocurativos feitos com células-tronco

Outra empresa brasileira aposta nos biocurativos também feitos através de impressoras 3D, mas oriundos de outro material. A In Situ Terapia Celular, de Ribeirão Preto (São Paulo), em parceria com unidades de referência na saúde, como o Hemocentro, na Universidade de São Paulo, desenvolve biocurativos a partir de células-tronco retiradas do cordão umbilical de recém-nascidos.

Mantidas vivas sob baixas temperaturas, na técnica conhecida como criopreservação, as células são descongeladas e cultivadas em laboratório, antes de serem misturadas com um gel desenvolvido pela empresa e transformadas em uma biotinta. Com os cartuchos abastecidos, a impressora 3D produz os biocurativos em minutos. A exposição ao processo não diminui o efeito terapêutico das células.

biocurativo

Leonardo Vilela/EPTV

A tecnologia tem o potencial de combater queimaduras graves e feridas crônicas em pacientes com doenças como diabetes. No caso de doenças, os biocurativos de células-tronco ajudam a “fechar” feridas que já foram tratadas com diversos medicamentos, mas que continuam ali. O material é aplicado uma única vez, sem necessidade de reposição como em outros métodos.

A solução ainda está sendo testada e depende de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que chegue aos pacientes. O objetivo dos fundadores da empresa é que, em um futuro breve, o biocurativo beneficie pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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