
Famosa na cultura popular como partícula de Deus, o Bóson de Higgs é uma das maiores descobertas da ciência. Depois de ser prevista por outros modelos físicos, os cientistas finalmente conseguiram confirmar que a partícula é real.
A maior parte da comunidade científica acredita que os bósons poderiam abrir as portas para novas descobertas na física, mas novas pesquisas mostram que este não deveria ser o caso.
Os pesquisadores levaram mais de 40 anos e 4,75 bilhões de dólares (cerca de 26,9 bilhões de reais, nas taxas de câmbio atuais) para encontrar a partícula de Deus.
No entanto, uma equipa de investigação da Academia Polaca de Ciências, do Instituto Max-Planck de Física e da Universidade RWTH Aachen, na Alemanha, publicou um estudo que não encontra provas de “leis ocultas” na matéria.
Obviamente, os mecanismos do bóson de Higgs não são responsáveis pela criação de quaisquer novas leis que possam mudar os limites da civilização humana – ou qualquer coisa simples.
Em outras palavras, pelo menos por enquanto, o bóson de Higgs não apresenta nenhuma evidência clara de uma nova física.
Especialistas comentam que a descoberta dessa partícula no ATLAS Large Hadron Collider (LHC) e a colaboração CMS é um avanço no campo da física de partículas. Contudo, é fundamental uma compreensão completa do bóson recém-descoberto e de todas as suas propriedades.
Somente assim será possível estudar as possíveis novas formas de física. Por isso a equipe buscou abordar outros pontos no artigo, e calcular qual o efeito da perturbação da seção transversal da geração de Higgs pura antes de tomar qualquer providência.

Via Spectrum
O bóson de Higgs é uma partícula elementar do Modelo Padrão da física de partículas. Ele foi proposto por Peter Higgs e outros cientistas na década de 1960. No entanto, somente em 2012 eles conseguiram descobri-lo efetivamente.
Essa partícula é essencial para o mecanismo no qual as partículas adquirem massa. No caso, conhecido como o mecanismo de Higgs, ele envolve um campo de Higgs que permeia todo o espaço.
Partículas que interagem com esse campo adquirem massa, enquanto partículas que não interagem permanecem sem massa. O bóson de Higgs é uma excitação quântica desse campo.
Pode parecer uma descoberta sem aplicações, por não ser tão evidente no dia a dia comum. Contudo, suas implicações são diversas, pois permitiu validar o Modelo Padrão das moléculas e entender mais sobre como a natureza funciona.
Além disso, esse estudo impulsionou novas descobertas na física de partículas e novas teorias das forças fundamentais. É isso que gera novas tecnologias de aceleradores de partículas e detectores avançados, que geram inovação na medicina, por exemplo.
Na prática, o bóson de Higgs ajuda a formular novas teorias para o futuro, estudar a teoria da relatividade e ter avanços na mecânica quântica.
Em 2012, um grupo de cientistas descobriu a partícula do Bóson de Higgs no acelerador de partículas Large Hadron Collider do CERN, na Suíça, criando um novo fenômeno na ciência.
A nova equipe de investigação realizou várias análises para compreender o bóson de Higgs, mas diz que tudo parece estar dentro do esperado. Se realmente houvesse algo que pudesse mudar a física moderna, então algo incomum deveria ter acontecido de uma maneira diferente da que eles esperavam.

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Embora seja cada vez mais claro que o Bóson de Higgs não irá revolucionar a ciência atual que conhecemos, os cientistas continuarão a tentar perceber se esta partícula pode revolucionar o campo.
Para encontrar uma reação que pudesse mudar a ciência, os cientistas teriam de encontrar algum tipo de “desajuste” com a ciência atual.
Rene Poncelet, físico do Instituto Henryk Niewodniczanski de Física Nuclear, disse que parece não ter sinais de que a física antiga tem processos com bósons. Ou seja, precisam continuar estudando para entender se a física avançada produz campos de Higgs conforme estudamos.
Fonte: Tecmundo






