
Na noite de 14 de abril de 1912, o navio Titanic colidiu com um iceberg gigante. Por conta dessa colisão o casco do navio ficou danificado e toda a embarcação afundou no largo da costa de Newfoundland, no Canadá. O acidente aconteceu na viagem de estreia desse navio chamado de “inafundável”.
Desde então, esse naufrágio faz parte da cultura mundial e o interesse pela embarcação em si e por tudo que a circunda ainda é bem presente na sociedade. Tanto que nesse mês, um carvão do Titanic, um pedaço de corda do Mary Rose e pederneiras de mosquete do naufrágio que inspirou o poeta William Wordsworth a escrever uma de suas maiores obras irão ser leiloados.
Esses artefatos de naufrágios fazem parte da coleção do Shipwreck Treasure Museum em Charlestown, na Inglaterra. Contudo, como a atração foi colocada à venda no começo do ano e não atraiu nenhum comprador, a coleção, que é da família de Tim Smit, irá ser vendida.
“Não consigo imaginar que haja uma coleção mais importante de arqueologia marítima no mundo todo. Há muitas descobertas maravilhosas e raras”, disse David Lay, da Lay’s Auctioneers, que está vendendo os lotes.
Essa coleção é composta por aproximadamente oito mil itens de 150 naufrágios. No leilão, eles irão ser divididos em 1.254 lotes. Dentre os itens estão coisas raras de naufrágios que se tornaram locais históricos legalmente protegidos ou designados como túmulos de guerra.

Aventuras na história
Um desses artefatos que chama atenção é o carvão do Titanic. Ele tem 46 gramas e foi recuperado do naufrágio em 1994. Ele iria ser usado para abastecer a viagem do navio que acabou afundando. O preço avaliado desse carvão está entre 400 e 600 libras, equivalente a algo entre 2.960 e 4.444 reais.
Além do carvão do Titanic, a coleção também tem um pedaço de corda recuperado do navio-almirante Tudor de Henrique VIII, o Mary Rose. Ele é avaliado entre cinco e 10 mil libras, cerca de entre 37 e 74 mil reais. Richard Larn, fundador do museu, recebeu de presente esse artefato depois que ele, supostamente, ajudou Mary Rose Trust a desalojar o navio das profundezas do Solent com explosivos subaquáticos.
Outro item interessante são as pederneiras de mosquete recuperadas do Conde de Abergavenny. O capitão desse navio era John, irmão de William Wordsworth, e por conta disso ele escreveu vários lamentos. Dentre eles, o ‘Estâncias elegíacas, sugeridas por uma imagem do castelo de Peele em uma tempestade, pintada por Sir George Beaumont’, seu poema mais famoso.
Fonte: Aventuras na história
Imagens: Aventuras na história






