Curiosidades

“Ciclone” misterioso na costa da Europa intriga cientistas

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A natureza está cheia de fenômenos extremamente interessantes e apavorantes. E o mais curioso é que mesmo sabendo de vários, alguns são raros e vistos poucas vezes. Como nesse caso que aconteceu na costa oeste da Península Ibérica. Na imagem de satélite é possível ver a formação de uma espécie de ciclone que se alinhou de forma perfeita ao longo da costa do continente.

Segundo os pesquisadores, nesse ciclone a rotação foi bem mais lenta e fraca do que o normal. Por conta disso, o ar seco não se misturou por completo, o que impediu que um vórtice, que é comum na maior parte dos ciclones, se formasse. Além disso, essa configuração diferente também não deixou que nuvens invadissem o continente e ficaram estacionadas no mar.

Ciclone misterioso

Olhar digital

De acordo com os meteorologistas do Laboratório de Processos Atmosféricos de Mesoescala da NASA, mesmo tendo feito a análise das imagens, o que causou esse ciclone ainda é um mistério.

Dentre as possibilidades é que tenha existido um turbilhão, que é uma corrente de água temporária e giratória estendida de forma profunda abaixo da superfície do oceano.

A imagem de satélite foi feita em 2017, época em que as temperaturas na Espanha e em Portugal estavam na casa dos 40ºC. Nesse ano tinha sido registrada uma onda de calor extremo no sul da Europa, o que criou uma grande diferença de temperatura entre o ar nublado do mar e o ar seco da terra. Por conta disso, pode ser que tenha sido impedido que as duas frentes se misturassem, o que ajudou a criar esse ciclone raro.

Como é visto na foto, existe um acúmulo de nuvens marinhas stratocumulus, que normalmente ficam abaixo de 1.830 metros de altitude e podem cobrir até 6,5% da superfície da Terra. Essas nuvens são formadas quando a água fria do mar  vem para a superfície através do efeito chamado Coriolis. Esse efeito resfria o ar em cima e dá ao vapor de água a possibilidade de se condensar em nuvens.

As nuvens vistas na imagem foram estendidas por centenas de quilômetros e provavelmente ficaram por lá durante vários dias. Contudo, não é provável que elas tenham causado alguma precipitação, conforme pontuou o Observatório da Terra da NASA.

Fonte: Olhar digital

Imagens: Olhar digital

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