Misterioso animal de 10 metros é flagrado após iceberg se romper

Nosso planeta possui uma incrível biodiversidade. Atualmente, o estimado é que existam mais de 900 mil espécies de insetos, cerca de 5.500 espécies de mamíferos e pelo menos 10.000 espécies de répteis. A gama de seres vivos andando pela Terra é enorme e, por isso, é extremamente normal que o avistamento de alguns seja algo raro. Um exemplo disso é esse misterioso animal de 10 metros.

Em uma expedição recente do Schmidt Ocean Institute, a bordo do navio de pesquisa Falkor, aconteceu um encontro raro da biologia marinha. Os pesquisadores avistaram o animal raro conhecido como medusa fantasma gigante, ou Stygiomedusa gigantea.

Esse encontro com o misterioso animal de 10 metros aconteceu em janeiro desse ano logo depois de um iceberg de 510 km² derreter da plataforma de gelo George VI, na Antártida, e dar acesso a um local submerso e inexplorado por décadas.

Avistamento de animal de 10 metros

Olhar digital

A medusa fantasma gigante é uma água-viva que pode passar dos 10 metros de comprimento, levando em consideração o tamanho dos braços orais dela. Nesse caso, o avistamento foi registrado através de um veículo subaquático operado remotamente. Para se ter noção do quão raro é esse encontro, desde a primeira descrição da água-viva, em 1910, esse animal de 10 metros foi visto menos de 130 vezes.

O derretimento do iceberg deu aos pesquisadores a oportunidade de explorar uma biodiversidade surpreendente que além desse animal de 10 metros, eles também viram esponjas centenárias em forma de vaso, aranhas-do-mar gigantes, peixes, polvos e vários outros organismos marinhos.

Tudo isso foi possível porque, ao contrário do imaginado, esses locais embaixo de camadas de gelo espessas conseguiam ser o lar de formas de vida complexas. E o encontro da medusa fantasma nesse local traz questões científicas.

De acordo com o sugerido pelos pesquisadores, a migração delas para regiões mais rasas pode ser influenciada pelas correntes oceânicas e variações sazonais na oferta de presas. Esse ponto mostra como é urgente estudos constantes a respeito do aquecimento global nesses habitats.

Fonte: Tribuna de Minas 

Imagens: Olhar digital 

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