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Cientistas encontram dedos de 88 mil anos que podem reescrever a história humana

POR Isabela Ferreira    EM Ciência e Tecnologia      11/04/18 às 15h57

Já faz muito tempo que os arqueólogos trabalham junto com a ciência, na tentativa de descobrir nossas reais origens. Já percebeu que sempre que julgamos algo como certo a respeito do tema, surge uma nova descoberta que pode dar outros rumos ao nosso passado? Pois é, e aconteceu de novo! Desta vez, pesquisadores encontraram dedos médios que podem ser uma evidência de que estávamos errados sobre a expansão de nossos antepassados.

No ano de 2016, o cientista Iyad Zalmount, do Serviço Geológico da Arábia Saudita, fez parte da equipe responsável pela escavação arqueológica de Al Wusta, feita no deserto de Nefud. O local já foi um lindo lago de águas doces que atravessavam exuberantes pastagens. Mas atualmente, é formado apenas por areia do deserto árabe.

Enquanto realizavam os procedimentos da escavação, encontraram os dedos humanos fossilizados... O que ao mesmo tempo, sugere que a área também chegou a abrigar os primeiros seres humanos que deixaram a África. Tal descoberta pode ser uma luz para entendermos melhor como nossa espécie conseguiu ocupar regiões por todo o mundo.

Dedos passam por análises

Embora tenham logo julgado que os dedos eram humanos, seria preciso fazer alguns testes para comprovar a suspeita. Assim, os pesquisadores criaram modelagens 3D dos ossos, usando tomografias computadorizadas com o intuito de comparar suas dimensões e formas, com os ossos dos nossos já conhecidos Homo Sapiens. Os resultados dos testes apontaram que provavelmente, os dedos pertenceram mesmo ao H. Sapiens, e não a uma forma mais antiga de Neandertais, como haviam imaginado.

Análises mais profundas ainda concluíram que os ossos possuem apenas 88 mil anos de idade. Já que os fósseis estavam completamente mineralizados, realizar um teste de DNA seria impossível. No entanto, os cientistas averiguaram algumas marcas que provavelmente podem ter sido causadas por trabalho pesado... O que indica que essa espécie já usava ferramentas.

Mudança no rumo da história

Dentre tantas curiosidades, o que torna o estudo ainda mais empolgante é o fato de esta ter sido a primeira evidência de humanos modernos se aventurando por terras fora da África e do Levante - região que compreende Israel, Síria, Líbano e Jordânia. Também é possível concluir que as migrações para a Eurásia acabaram sendo muito mais expansivas do que a ciência acreditava até então.

Segundo Michael Petraglia, do Instituto Max Planck e um dos líderes do estudo: "A descoberta deste osso fossilizado é um sonho realizado e suporta argumentos que nossa equipe vem fazendo há mais de 10 anos". Apenas para que você tenha ideia, a estimativa era de que os humanos modernos tivessem migrado da África há cerca de 50 ou 70 mil anos atrás. Então, teriam se locomovido por meio da costa e se alimentado de criaturas marinhas.

Entretanto, os dedos de 88 mil anos, sugerem nossos antepassados migraram cerca de 25 mil anos antes do que se acreditava. "Esta descoberta apoia um modelo de uma dispersão que não ocorreu de forma rápida e única... Mas sim um cenário muito mais complicado de migração. Combinando com outras descobertas feitas nos últimos anos, isso sugere que os humanos saíram da África várias vezes durante muitas janelas de oportunidades nos últimos 100 mil anos", acrescenta Petraglia.

Embora os dedos fossilizados tenham sido descobertos em um pesado deserto árabe, naquele período a região era muito mais propensa para abrigar a vida humana.

E então pessoal o que acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

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Via   IFL Science     Gizmodo  
Imagens Band IFL Science
Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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