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Cientistas explicam motivo de existirem tarântulas no mundo inteiro

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Aranhas, normalmente, não são um dos animais mais queridos das pessoas. Existem aqueles que são tão traumatizados com o animal, tanto que a palavra medo é bastante simplória para descrever o que sentem.

O corpo delas é dividido em cefalotórax e abdômen, sendo que neste, há quatro pares de pernas. Como em todos os artrópodes, as aranhas possuem exoesqueleto, composto por quitina.

Dentre todas elas, a tarântula é uma das que provoca mais reações adversas. Elas são conhecidas pelo seu tamanho gigante, pelos, cores brilhantes e atributos físicos bem distintos.

E não somente seus atributos físicos impressionam. A tarântula é vista ao redor do mundo todo. Fato surpreendente já que elas são aranhas relativamente sedentárias. Tanto que a  fêmeas e os jovens raramente se afastam da sua toca. Contudo, as tarântulas podem ser encontradas em todos os lugares, em todos os continentes da Terra exceto na Antártica.

“Eles são bastante difundidos e encontrados em todas as regiões subtropicais de todos os continentes. Seus comportamentos não pressagiam que as tarântulas seriam dispersores de sucesso, mas elas se espalharam por todo o mundo e colonizaram nichos ecológicos notavelmente diferentes”, explicou uma equipe de pesquisa liderada pelo bioinformático Saoirse Foley, da Carnegie Mellon University, em um novo estudo.

Motivo

Então o que pode explicar essa migração de sucesso das tarântulas? No novo estudo, Foley e sua equipe investigaram os padrões biogeográficos das tarântulas ao longo da história. Eles analisaram o RNA mensageiro nos bancos de dados do transcriptoma da tarântula e modelaram como árvore genealógica do aracnídeo poderia ter se desenvolvido ao longo dos 120 milhões anos de evolução.

Justamente essa ancestralidade parece ser a chave para a grande dispersão da tarântula. Já que os primeiros ancestrais dela teriam viajado ao redor do mundo, através da deriva continental enquanto as massas de terra mais fundamentais estavam vagando e colidindo ao longo de milhões de anos.

“Estudos anteriores estimam que as tarântulas surgiram entre 150 Ma-71 Ma ou ~ 107 Ma, o que é compatível com uma origem Gondwana. De fato, algumas tarântulas (Selenocosmiinae) são sugeridas como táxons do Gondwana do Norte”, explicaram os pesquisadores.

A equipe achou evidências de duas dispersões separadas fora da Índia de tarântulas antigas na Ásia. Isso aconteceu quando o subcontinente indiano colidiu com a Ásia a aproximadamente entre 55 e 35 milhões de anos atrás.

“Curiosamente, apesar de nossas análises sugerirem uma origem Gondwana para Theraphosidae, esse padrão sugere que as tarântulas nem sempre estavam presentes na Oceania. E, em vez disso, é consistente com Selenocosmiinae se diversificando pela Ásia, eventualmente cruzando a linha de Wallace algum tempo após a colisão Índia / Ásia. Enquanto os Thrigmopoeinae terrestres permaneceram na Índia”, escreveram os pesquisadores.

Análises

“Nossos resultados indicam que essas duas linhagens asiáticas divergiram enquanto o prato indiano ainda estava navegando em direção à Ásia. Curiosamente, as duas linhagens também parecem ser ecologicamente divergentes”, continuaram.

Esses resultados sugerem que, por mais que a deriva continental tenha tido um papel fundamental em ajudar as aranhas antigas a colonizar novos continentes, suas próprias adaptações evolutivas também tiveram um papel importante para sua dispersão geográfica.

“Talvez essas radiações possam ser atribuídas a uma antiga mudança no estilo de vida que cada subfamília ecologicamente distinta se tornou bem-sucedida ao explorar diferentes nichos ecológicos”, concluíram os pesquisadores.

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