Cientistas pretendem criar uma ‘arca lunar’ para salvar a vida na Terra

Falar de como surgiu a vida na Terra pode ser uma questão difícil. Por essa razão, o mistério de como surgiu a vida no nosso planeta rendeu vários estudos científicos para achar uma resposta definitiva. No entanto, até o momento a resposta definitiva ainda não foi encontrada. Contudo, uma nova questão é como salvá-la. Nesse ponto uma arca lunar pode ser criada para salvar a vida na Terra.

De acordo com um estudo feito por 11 cientistas, ele apresentou uma solução bem ousada para conseguir preservar a biodiversidade no nosso planeta. O proposto pela equipe liderada pela pesquisadora Mary Hogedorn, do Zoológico Nacional Smithsonian e do Instituto de Biologia da Conservação, foi a construção de um depósito na lua para que as espécies terrestres sejam guardadas. Ou seja, essa arca lunar para salvar a vida na Terra manteria as espécies seguras no caso de acontecer alguma situação de emergência por aqui.

Arca lunar para salvar a vida na Terra

Inovação tecnológica

O estudo se chama “Safeguarding Earth’s biodiversity by creating a lunar biorepository”, “Salvaguardar a biodiversidade da Terra com a criação de um biorrepositório lunar” traduzido, e mostra que iriam ser armazenadas amostras de várias espécies no estado de criogenia, isso quer dizer, congeladas em temperaturas extremamente baixas, para que isso garantisse que sobreviveriam no caso de acontecer alguma catástrofe na Terra.

Na visão dos cientistas, a lua iria ser o lugar ideal para que esse biobanco fosse armazenado porque no nosso satélite natural existem crateras nos polos com seus fundos nunca vendo a luz solar. Nesses locais a temperatura fica sempre abaixo de -196°C, além de também estar protegido da radiação solar.

A ideia dessa arca lunar para salvar a vida na Terra ainda está na sua fase embrionária e, por conta disso, os pesquisadores querem começar a testá-la com amostras de pele animal com células que podem ser regeneradas.

Com isso em mente, uma equipe criará um protocolo com uma única espécie, no caso, um peixe gobi estrelado (Asterropteryx semipunctata). Contudo, de acordo com eles, irá ser preciso uma grande colaboração internacional, com participação de governos, agências espaciais e instituições de pesquisa.

“São vários os pontos que merecem atenção especial: transporte, proteção antirradiação no trajeto e governança da instalação lunar”, disse a equipe.

Fonte: Correio braziliense

Imagens: Inovação tecnológica

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