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Colapsos de antigas sociedades de pueblos trazem um alerta grande para o mundo de hoje

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Conforme os anos vão se passando, mais coisas sobre o nosso passado são descobertas. Infelizmente, ainda há muito o que descobrir, para que possamos chegar às conclusões sobre o mundo de ano atrás. Dizem que, para que possamos seguir em frente, antes, é necessário compreender o passado. É por isso, que as descobertas arqueológicas são tão importantes para o futuro da nossa humanidade.

Arqueólogos do mundo inteiro dedicam suas vidas para encontrar fósseis, objetos e registros antigos. E na área onde é atualmente as fronteiras do Colorado, Utah, Arizona e Novo México, nos EUA, as sociedades ancestrais Pueblo prosperaram e depois entraram e colapso várias vezes durante 800 anos.

E a cada vez que elas se recuperavam, a cultura deles se transformava. Tanto que essa história inconstante pode ser vista na sua cerâmica e nas moradias de pedra e terra que eles criaram. E durante 300 anos, alguns povos Pueblo, que também usavam tatuagens de tinta, eram governados por uma dinastia matrilienar.

Civilização

Assim como o colapso de outras civilizações, os colapsos ancestrais de Pueblo se alinham com os períodos de mudança climática. Mas os fazendeiros de Pueblo conseguiam preservar durante as secas. Isso sugere que aconteceram mais colapsos em seus colapsos do que somente condições ambientais.

Então, os arqueólogos examinaram mais de perto o que estava acontecendo nessas sociedades antes de 1400 d.C. Através da análise de anéis de árvores de vigas de madeira para a construção civil deu aos pesquisadores a possibilidade de construir uma série temporal para produtividade das sociedades Pueblo.

Os períodos de construção foram agrupados ao redor de boas épocas de cultivo de milho, por mais que essas épocas não fossem climaticamente melhores para o cultivo de milho do que quando existia uma calmaria na construção.

Essa nova pesquisa descobriu que, por mais que as sociedades várias vezes se recuperassem de forma rápida depois do fim da construção, aconteceram diferentes desacelerações na recuperação que coincidiram com o aumento dos sinais de violência.

Problemas

Essa desaceleração do sistema pode ser visto em outros colapsos regionais de sociedades antigas. Como por exemplo, os europeus do neolítico que não tiveram nenhuma ligação com as mudanças climáticas. Isso também é uma característica de sistemas complexos tão diversos como a floresta tropical e o cérebro humano.

“Esses sinais de alerta revelaram-se surpreendentemente universais. Eles se baseiam no fato de que a desaceleração da recuperação de pequenas perturbações indica perda de resiliência”, disse o cientista de complexidade da Universidade de Wageningen, Marten Scheffer.

Observações

Scheffer e sua equipe tiveram as suspeitas que as tensões sociais acumuladas de forma lenta desgastaram a coesão social até que bastou um pouco de pressão de outra seca para que eles fossem derrubados. E parece que isso aconteceu com os povos Pueblo por volta de 700, 900 e 1140 d.C.

Durante o final dos anos 1200, uma combinação de seca e conflito externo estimulou os povos ancestrais Pueblo a deixarem de vez a região.

“As sociedades coesas podem muitas vezes encontrar maneiras de superar os desafios climáticos. Mas sociedades que são divididas por dinâmicas sociais internas de qualquer tipo, que podem ser diferenças de riqueza, disparidades raciais ou outras divisões, são frágeis por causa desses fatores. Então, os desafios climáticos podem facilmente se tornar muito sérios”, explicou o arqueólogo Tim Kohler da Washington State University.

“Hoje enfrentamos vários problemas sociais, incluindo o aumento da desigualdade de riqueza junto com profundas divisões políticas e raciais , assim como a mudança climática não é mais teórica. Se não estivermos prontos para enfrentar os desafios das mudanças climáticas como uma sociedade coesa, haverá problemas reais”, concluiu Kohler.

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