
A influência de Elon Musk parece estar crescendo em um ritmo considerável. Para os observadores, a proposta de paz que agradou aos russos, o estreitamento de laços com a China e outras controvérsias demonstraram que Musk nem sempre estará alinhado aos interesses políticos dos EUA.
Por outro lado, para líderes estrangeiros, encontros com Musk tornaram-se parte essencial das agendas durante visitas ao exterior, especialmente aos EUA.
Somente no último ano, ele se reuniu com chefes de Estado e governo da Índia, Itália, França, Coreia do Sul, Israel, Turquia e vários outros países. Em 2024, o argentino Javier Milei também visitou a fábrica de carros elétricos do bilionário durante uma viagem aos EUA.
No caso de Emmanuel Macron, o interesse em Musk visava trazer uma fábrica da Tesla para a França. O presidente francês encontrou tempo em três ocasiões para se reunir com o empresário.
Um desses encontros gerou controvérsia, pois Musk havia participado de uma festa no México menos de dois dias antes. Durante a reunião, as câmeras captaram o momento em que o bilionário comentou que “teve de dormir num carro”.

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Um ano depois, a influência de Elon Musk é suficiente para exigir de Macron explicações sobre a prisão do CEO do Telegram, Pavel Durov. O bilionário declarou que seria interessante que o público global entendesse os motivos por trás da prisão de Durov.
A prisão ocorreu em 24 de agosto, quando Durov desembarcou em território francês. Macron, no entanto, insiste que a ação não foi de cunho político.
Já Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, desviou sua rota em milhares de quilômetros durante sua visita aos EUA em setembro de 2023, apenas para se encontrar com Musk.
Além de participar da Assembleia Geral da ONU em Nova York, Netanyahu voou até a Califórnia para se reunir com o empresário.
No ano seguinte, foi a vez de Musk viajar a Washington para assistir ao discurso de Netanyahu no Congresso americano. Um dia antes, ele anunciou que os serviços de internet da Starlink estavam operando em um hospital de Gaza, com o apoio de Israel.
Ou seja, para além de uma figura polêmica e bilionária, Musk está se tornando um pilar importante nas tratativas políticas.
Apesar da crescente influência de Elon Musk na política externa, no Brasil, o bilionário continua a se envolver em conflitos. Um dos episódios mais recentes foi com o ministro Alexandre de Moraes e com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em agosto, Moraes determinou a suspensão temporária do X (antigo Twitter) no país devido ao descumprimento de ordens judiciais para remover desinformação e discursos de ódio relacionados a temas sensíveis, como eleições e o sistema judiciário.
Musk criticou a decisão publicamente, acusando o Brasil de censura e questionando a legitimidade da medida.

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Em resposta, Moraes defendeu a ação, argumentando que o X não estava respeitando as leis brasileiras, principalmente em relação ao combate à desinformação e à preservação da ordem democrática.
Essa tensão entre Musk e o STF trouxe à tona a discussão sobre a responsabilidade das plataformas digitais no Brasil e os limites da liberdade de expressão.
O bilionário, que frequentemente se posiciona como defensor da liberdade irrestrita na internet, tem enfrentado resistência das autoridades brasileiras, especialmente em um contexto onde a justiça busca conter a disseminação de fake news e proteger as instituições democráticas.
Assim, enquanto sua posição cresce confortável no exterior, parece que a figura de Musk ainda não é positiva internamente. Resta saber se afetará sua imagem posteriormente, e quais os próximos passos nesse conflito político e legal.
Fonte: UOL






