
Elon Musk, proprietário do X (anteriormente conhecido como Twitter), afirmou na noite de sábado, 31 de agosto de 2024, que “investir no Brasil sob a administração atual é uma loucura”.
Desde que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidiu na sexta-feira, 30 de agosto, pela suspensão da plataforma no Brasil devido à falta de um representante legal da empresa no país, Musk tem feito diversas publicações na rede social.
Moraes ordenou a suspensão do X no Brasil, mas brasileiros que estão no exterior ainda têm acesso normal à plataforma. Foi dessa forma que os jornais digitais conseguiram acesso às mensagens de Musk.
Musk expressou esperança de que a situação no Brasil melhore “quando houver uma nova liderança”.
Em outra postagem no X, feita no sábado, 1º de setembro, o empresário afirmou que “o povo brasileiro não está satisfeito com o regime atual”.

Via Wikimedia
No sábado, 31 de agosto, a plataforma X criou um perfil para expor as “decisões ilegais” do ministro Alexandre de Moraes, motivo pelo qual ele não recomenda investir no Brasil.
O objetivo era “lançar luz sobre os abusos de Alexandre de Moraes em relação à lei brasileira”, afirma o perfil. Para isso, compartilharam as mensagens, uma vez que não teve transparência por parte do tribunal, e as pessoas censuradas não tiveram meios para contestar essas decisões. Inclusive, o perfil conta que seus próprios recursos foram ignorados.
Em seu próprio perfil no X, Elon Musk já havia mencionado que começaria a divulgar alegadas irregularidades e decisões “ilegais” do magistrado.
A primeira postagem do novo perfil revela uma decisão de Moraes, datada de 8 de agosto, que ordenava a remoção de perfis na rede social, incluindo o do senador Marcos do Val (Podemos-ES). A publicação alega que essa ordem é uma “violação flagrante da lei brasileira”.
Uma decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, saiu no sábado, 31 de agosto, pelo perfil “Alexandre Files”, determinando a remoção de perfis da rede social.
Essa mesma decisão já havia sido publicada anteriormente em outra conta no X, a de Relações Governamentais, em 13 de agosto, afirmando que o ofício “exige a censura de contas populares no Brasil, incluindo a de um pastor, de um parlamentar em exercício e da esposa de um ex-parlamentar”.

Via Flickr
Em 17 de agosto, o perfil de Relações Governamentais Globais do X anunciou que fecharia seu escritório no Brasil, mas garantiu que a rede social permaneceria acessível aos brasileiros. Na publicação, a empresa afirmou que essa decisão veio por conta das ações de Alexandre de Moraes.
A plataforma informou em tempo real a decisão do ministro, apesar da tramitação em sigilo.
No documento, é possível ver que Moraes solicitou o bloqueio de perfis que compartilharam mensagens “antidemocráticas” ou com conteúdo de ódio contra autoridades. No entanto, não fica claro como isso seria uma infração à legislação brasileira.
Contudo, a empresa não cumpriu essas ordens. Diante disso, o magistrado aumentou a multa e estipulou um prazo de 24 horas para o bloqueio das contas, sob pena de decretação de prisão por desobediência à ordem judicial.
Ele também solicitou a prisão de Rachel de Oliveira Villa Nova Conceição “por desobediência à determinação judicial”. Rachel de Oliveira seria a “representante” do X no Brasil.
Embora inúmeros recursos ao Supremo Tribunal Federal não tenham sido considerados, a plataforma declara que o ‘público brasileiro’ não recebeu informações sobre essas ordens.
Além disso, a equipe no Brasil não teve responsabilidade ou controle sobre o bloqueio de conteúdo no site. A conta afirma que ‘Moraes escolheu’ ameaçar a equipe na sede, em vez de ‘respeitar a lei ou o devido processo legal’, declarou o X.
Elon Musk, crítico das ações do ministro Alexandre de Moraes, compartilhou o comunicado e afirmou que “ele é uma vergonha total para a Justiça”, e que não recomenda investir no Brasil tão cedo.
Além disso, em 3 de abril o jornalista norte-americano Michael Shellenberger revelou os Twitter Files Brazil são uma coletânea de e-mails trocados entre funcionários do Twitter (hoje X) sobre decisões judiciais brasileiras relacionadas à rede social e investigações ocorridas entre 2020 e 2022.
Os arquivos, que consistem em 24 e-mails, são de Shellenberger, em uma série de postagens no X, a plataforma de Elon Musk. O portal Poder360 reuniu os arquivos e disponibilizou para conferência.
Fonte: Poder360






