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Como a adoção de animais de estimação influencia o mercado?

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Logo após a chegada do novo coronavírus, uma das medidas que os países adotaram para conter a propagação do vírus foi a quarentena. Sem poder sair de casa e sem poder se aglomerar, milhares de pessoas decidiram suprir a falta de contato humano, adotando animais de estimação.

Como ter a companhia de um animal doméstico foi a maneira mais fácil de espantar a solidão, o número de adoções de animais abandonados aumentou drasticamente, o que acabou também influenciando um aumento nas vendas globais de produtos para animais de estimação.

De acordo com a Packaged Facts, em 2020, a receita dos empreendimentos que vivem da venda de produtos para pets em geral foi de US$ 125 bilhões.

Animais que movem a economia

Sumit Singh, CEO da Chewy, uma varejista de produtos voltados para animais de estimação, ficou extremamente surpreso ao ver que o preço de suas ações subiram 160% em meados de dezembro.

O valor das ações da Chewy foi somente um dos fatores que fizeram o coração de Singh encher de alegria, afinal, nos três primeiros trimestres do ano fiscal, a varejista obteve um aumento orçamentário de quase 50%.

E como isso aconteceu? O número de consumidores ativos da Chewy subiu para 150% a mais em relação aos primeiros três trimestres de 2019. Com isso, a empresa conseguiu, segundo uma reportagem publicada pela Reuters, movimentar cerca de 18 milhões.

Vale lembrar que o número de consumidores não aumentou somente por conta da pandemia e do aumento do número de adoções. A Chewy investiu em inúmeros serviços e em uma crescente produção de produtos da própria marca, bem como serviços de saúde.

Outra empresa que se destacou foi a Zoetis, uma fabricante de remédios para animais. Liderada por Kristin Peck, a empresa teve uma queda de 20% no preço das ações em 2020, mas, em contrapartida, aumentou a projeção de sua receita em novembro para US$ 6,6 bilhões.

A queda na bolsa da Zoetis foi algo pontual. Como dissemos, para o setor, o ano de 2021 promete ser promissor. As vendas de analgésicos para animais de estimação podem crescer em sucos no próximo ano, compensando a fraqueza que a empresa teve que sustentar em 2020.

2021

O grande ponto de interrogação que paira sobre o mercado é o quão forte será a briga entre as cadeias que atuam fornecendo suprimentos tradicionais para animais de estimação. A PetSmart, uma rede americana privada de superlojas de animais de estimação, que vende produtos, serviços e pequenos animais de estimação, tentou comprar a Chewy quando observou o notável crescimento da empresa.

Em 2017, A PetSmart ofereceu à Chewy US$ 3 bilhões. O negócio não foi formalizado e a Chewy, hoje, segue firme e forte. Para se manter no mercado e seguir na acirrada competição, a PetSmart buscou um refinanciamento. Deu certo. A empresa, agora, até pode contar com a onda favorável, mas terá dificuldade em competir com concorrentes mais ágeis, que podem se dar ao luxo de continuar perdendo dinheiro – o que não é o caso da Chewy.

Além disso, novos concorrentes podem surgir, pois, como dissemos, ventos sopram a favor do setor que segue investindo em produtos para animais de estimação. Segundo especialistas, como os tempos que estão por vir prometem ser promissores, enquanto os grandes brigam entre si, os pequenos negócios precisam investir em novos serviços para se manterem ativos.

E como podemos ajudar nisso tudo? Adotando, minha gente, adotando animais de estimação.

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