
Se você é do tipo curioso e destemido, provavelmente, já deve ter imaginado como é feito um exame de autópsia de verdade, não é mesmo? É uma curiosidade muito comum, que é muito alimentada por filmes e séries de televisão como CSI, por exemplo. No entanto, nem tudo o que nos é mostrado nesses programas, condiz com a realidade desse procedimento. Essa é a hora de descobrirmos o que realmente acontece durante uma autópsia.
Como você já deve saber, a autópsia é um exame de um cadáver, feito para determinar a causa da morte, efeitos e indicações de uma doença, ou também para identificar a pessoa morta. O exame é feito por médicos legistas e patologistas forenses, que são médicos treinados no estudo de doenças e anormalidades. Eles, geralmente, contam com a ajuda de assistentes e fotógrafos de autópsia.
O tipo de autópsia, que todos nós estamos mais familiarizados, muito devido aos programas de televisão, e a do tipo legalmente ordenada pelo Estado. Feitas justamente para resolver casos de mortes violentas, suspeitas ou repentinas. Mas há também autópsias realizadas para fins de pesquisa de doenças e treinamento médico.
Enfim, vamos entender como funciona uma autópsia. Primeiramente, antes de dar início ao exame, os investigadores reúnem o máximo de informações possíveis sobre os eventos que levaram à morte. Para isso, eles geralmente consultam registros médicos da pessoa, examinam o local e as circunstâncias da morte. Feito isso é que se começa o exame propriamente dito.
Existem dois tipos de autópsia, uma do tipo externo e uma de tipo interno. Vamos começar pela autópsia externa, que é a mais simples. Essa começa por uma inspeção cuidadosa do corpo. Esse procedimento inicial já pode ajudar a definir a identidade, localizar evidências e sugerir uma possível causa da morte. Nessa etapa, é pesado e medido o corpo, analisando as roupas, objetos de valor e características físicas do corpo. Tais como a cor dos olhos, cor e comprimento dos cabelos, etnia, sexo e idade.
Depois, é removido as roupas e os médicos examinam o corpo, procurando qualquer tipo de resíduo, como pólvora, por exemplo. Eles também procuram por marcas como cicatrizes, tatuagens ou ferimentos. Em alguns casos pode ser feito até exames de raio X para identificar anormalidades ósseas e a localização de balas ou outros objetos. A luz ultraviolenta também pode auxiliar nesse procedimento.
Nessa etapa, os legistas também podem colher amostras de cabelo e unhas do cadáver para analises posteriores. Durante a autópsia externa, os especialistas registram tudo em um diagrama corporal e em anotações verbais gravadas. Assim como é mostrado nos filmes.
Dependendo da gravidade do caso, e se a autópsia externa não for capaz de revelar todas as informações necessárias, é feito uma segunda autópsia. Uma mais profunda e detalhada, que é o exame interno completo.
Na autópsia interna, o patologista remove e disseca o tórax, os órgãos abdominais e pélvicos, e caso seja necessário, até o cérebro do cadáver. Não é muito comum examinar internamente o rosto, braços, mãos ou pernas.
O médico responsável, começa o exame pelo tórax e abdômen fazendo uma incisão precisa em forma de Y. Os dois braços do Y percorrem cada articulação do ombro para se encontrar no meio do peito e o tronco do Y fica descendo para a região pubiana. Após a incisão, usando uma serra ou um cortador de costelas, os médicos cortam o longo no limite entre as costelas e a cartilagem. E assim, começa o exame abdominal, retirando todos os órgãos do cadáver.
Quando removido, os órgãos são pesados e examinados individualmente. Geralmente, são colocados em formalina por dias e até semanas, até a dissecção. Caso sejam encontradas algo incomum ou anormal, os patologistas podem preservar essas partes para análises futuras.
Depois de feitas todas as análises possíveis, os órgãos são devolvidos ao corpo. Com exceção, é claro, das peças que serão preservadas para trabalho ou evidências futuras. Assim, o corpo pode ser enterrado ou cremado, de acordo com os desejos da família. O esterno e as costelas também costumam ser colocados de novo no corpo.
Porém, antes de se costurar, com aquela característica conhecida como “ponto de beisebol”, o cadáver é forrado com algodão ou algum outro material parecido. Os órgãos que são devolvidos ao corpo, serão colocados em sacos para evitar vazamentos. Feito isso, o corpo é fechado e costurado, e está pronto para ser preparado para o funeral.
Muita gente fica em dúvida se corpos que foram submetidos à autópsia podem ser velados em caixões abertos. Sim, todo o procedimento é feito para que o corpo esteja apto para o funeral, ocultando qualquer tipo de evidência do procedimento.
Enfim, e você, já sabia como funcionava uma autópsia? Conta para a gente nos comentários o que você achou e compartilhe com os seus amigos.






