
Por mais que a única certeza da vida seja a morte, sua chegada pode variar bastante e ser a pessoa que tem a tarefa de informá-la também não é nada fácil. Até porque é preciso ter certeza de que ela não pode ser revertida. E no caso de uma morte encefálica como o médico tem a certeza de que ela é irreversível?
O Ministério da Saúde considera a morte encefálica, morte de fato com perda completa e irreversível das funções cerebrais. Por mais que nesse caso exista batimento cardíaco, as atividades vitais são mantidas somente através de aparelhos.
“Na prática médica, significa que, mesmo que o coração ainda esteja batendo com suporte, a pessoa já não possui qualquer atividade cerebral e não tem consciência”, disse Gisele Sampaio, neurologista do Hospital São Paulo da Unifesp.
De acordo com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), os procedimentos para conseguir determinar a morte encefálica começam em todos os pacientes que tem coma não perceptivo, ou seja, não respondem a estímulos, e também não tem reação acima da medula espinhal e apneia persistente.
“O protocolo de morte encefálica é uma sequência de etapas clínicas e laboratoriais padronizadas para confirmar o diagnóstico com segurança e rigor. Embora haja pequenas variações entre países, os princípios são semelhantes no mundo todo”, explicou a neurologista.

Traslado funerário
Esse protocolo começa quando o paciente cumpre alguns pré requisitos. São eles:
A constatação de que a morte encefálica é irreversível é feita por médicos com especialidade em neuro ou intensiva. O CFM diz que os profissionais capacitados são os médicos que tem, no mínimo, um ano de experiência atendendo pacientes em coma e que acompanharam ou fizeram, pelo menos, 10 determinações de morte encefálica ou curso de capacitação.
Fonte: VivaBem
Imagens: Traslado funerário






