Como seria viver no planeta mais parecido com a Terra, o Kepler 438-b?

POR Isabela Ferreira    EM Curiosidades      21/08/17 às 20h01

Que a NASA está sempre em busca de novas descobertas não é novidade para ninguém, não é mesmo? Um bom exemplo é que recentemente descobriram 219 novos planetas, sendo que 10 deles podem ser bem parecidos com a Terra, fato que você pode conferir melhor em uma de nossas matérias, basta clicar aqui.

Mas enfim, será que você já ouviu falar do Kepler 438-b? Dentre tantos planetas descobertos no universo, este é um dos que mais se assemelha ao nosso Planeta Terra e por incrível que pareça, cientistas realmente consideram a possibilidade de que um dia a humanidade possa se mudar para lá. Será que isso seria realmente possível? Bom, o que se sabe é que ele é um planeta ainda maior que a Terra, cerca de 10%, e se localiza a aproximadamente 470 anos-luz de nós.

O que seria preciso fazer para que ele pudesse ser habitado por humanos? De acordo com a Dra. Natalie Batalha, que é uma astrônoma do Centro de Pesquisa Ames da NASA, e também está incluída na missão Kepler (que tem como objetivo encontrar planetas fora da órbita solar), a princípio, ele realmente se parece muito com nosso planeta e recebe praticamente a mesma quantidade de luz da sua estrela, quando a Terra é capaz de receber o sol, porém, algumas diferenças ainda podem ser gritantes.

Para início de conversa, Natalie afirma que a estrela que ilumina Kepler 438-b é muito diferente do sol, podendo ser considerada como uma estrela anã de classe M, por ser muito pequena, corada e fraca. A astrônoma ainda diz que "É cerca da metade do tamanho do nosso sol e é cerca de 2.000 graus mais frio". Ele emite um tipo de radiação vermelha ou infravermelha. Essas estrelas anãs, especificamente as de classe M, possuem certos campos magnéticos muito fortes que originam manchas solares , sendo elas gases magneticamente carregados .

Se humanos fossem parar na superfície desse planeta, poderiam ver constantemente shows de luzes pelo céu, devido a esse fenômeno acima citado, porém, por mais que possa ser um espetáculo realmente bonito de se ver, a rotação seria extremamente necessária para conseguir produzir esses campos magnéticos. A questão é que Kepler está localizado muito próximo de sua estrela, fazendo com que um lado do planeta receba luz de forma frequente, enquanto o outro lado possa ficar em total escuridão durante muito tempo.

Isso faria com que determinados locais do planeta ficassem desertos, pois as noites seriam bastante longas. De acordo com Natalie, "a Terra é como um frango sendo assado - está girando em seu eixo e fica bem torrada em todos os lados", em comparação com o que ocorre em Kepler, ela menciona: "Se você tem um planeta que está trancado em uma rotação síncrona, o que a galinha de churrascaria está apenas sendo cozida de um lado. Mas não é tão terrível. Kepler-438b tem uma atmosfera. Essa atmosfera pode ser aquecida de um lado, mas então é livre para circular através desses gradientes de temperatura extremos para o outro lado. Você poderia acabar com uma situação mais temperada, onde a atmosfera é redistribuída do lado do dia para o lado da noite, tornando-a mais passível de vida".

A possibilidade é que ficássemos bem durante um tempo, mas a temperatura continuaria apenas se elevando. Estima-se que a temperatura média do local poderia ser de 37º Celsius nos lugares iluminados, enquanto o lado que permanecesse escuro, obviamente manteria temperaturas congelantes. A melhor aposta seria construir moradias entre o lado escuro e o que recebe luz, porém, já podemos perceber que Kepler 438-b, não seria o exemplo de planeta perfeito que idealiza o sonho de qualquer um, mas, por mais que tivéssemos dificuldades no princípio, poderíamos acabar nos adaptando e criando formas de levar a vida de forma semelhante ao que fazemos aqui na Terra.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias aí com a gente, pelos comentários!

Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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