
A startup de energia Form Energy está prestes a construir a maior bateria do mundo nos Estados Unidos. O projeto visa aliviar o estresse na rede elétrica de Lincoln, uma cidade no estado do Maine.
O Departamento de Energia dos EUA já investiu US$ 147 milhões nessa iniciativa. Descubra mais sobre essa solução inovadora de armazenamento de energia.

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De acordo com um comunicado divulgado pela Form Energy, a nova bateria que a empresa planeja construir terá capacidade de armazenar 8.500 megawatts-hora (MWh) de energia.
Se conseguirem confirmar essa capacidade, o sistema será o maior do mundo, superando qualquer outro projeto anunciado até agora, conforme destacou Mateo Jaramillo, CEO e cofundador da Form Energy.
Para se ter uma ideia da magnitude desse sistema, se ele se adaptasse para um carro elétrico, permitiria que o veículo desse a volta na Terra 1.228 vezes com apenas uma carga.
Atualmente, o recorde de capacidade energética é detido por um projeto instalado na Califórnia, que utiliza mais de 120.000 baterias para armazenar 3.287 MWh de energia.
Jaramillo afirmou que “o projeto garantirá uma rede mais confiável, limpa e acessível.” A nova bateria será baseada em um inovador sistema de ferro-ar desenvolvido pela Form Energy, que opera por meio de um processo de “ferrugem reversível”.
Quando a bateria descarrega, ela absorve oxigênio do ar e converte o ferro dentro dela em ferrugem. Durante o processo de recarga, essa ferrugem é revertida novamente em ferro, liberando oxigênio de volta no ar.
Em comparação com a maior bateria do mundo, as baterias convencionais se tornam quase cômicas.
Por exemplo, as baterias de íons de lítio operam em smartphones, com capacidade que varia, mas é em torno de 2.000 a 5.000 mAh (miliampere-hora), o que pode durar um dia de uso moderado a intenso antes de precisar ser recarregada.
Enquanto isso, as baterias de chumbo-ácido, que vão em veículos convencionais, têm capacidade de cerca de 50 Ah (ampere-hora) a 100 Ah. Elas servem principalmente para dar partida no motor e alimentar sistemas elétricos quando o motor está desligado.
Por fim, as baterias alcalinas são usadas em dispositivos como controles remotos e brinquedos. Elas são as menores, e nem se comparam com a maior bateria do mundo. Apesar disso, possuem ampla duração, de várias semanas a meses em dispositivos de baixo consumo.
Nenhuma delas utiliza o mesmo material que a bateria da Form Energy, alcançando um novo nível de abastecimento elétrico.

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A proposta da Form Energy traz um material novo, o ferro-ar. As baterias de ferro-ar não contêm metais pesados, o que resulta em um impacto ambiental reduzido.
Além disso, são significativamente mais baratas de operar em comparação com as baterias de lítio, custando menos de um décimo, de acordo com a empresa.
Embora sejam ideais para armazenamento de energia em larga escala, essas baterias carregam e descarregam energia de forma muito mais lenta do que as células de íons de lítio. Isso as torna menos adequadas para dispositivos como smartphones ou carros elétricos.
Além disso, os pesquisadores enfrentam dificuldades em reduzir o tamanho dessas baterias o suficiente para que elas possam servir nesses dispositivos.
Por isso, a intenção é aplicar somente em cidades e indústrias, onde o tamanho e potência não será um problema. Embora esteja em passos iniciais, esse projeto pode revolucionar a indústria.
Isso é especialmente importante em tempos onde se procura alternativas energéticas que impactem menos o meio ambiente. A maior bateria do mundo pode reduzir a necessidade de recarga, enquanto mantém a potência das atividades. Por isso, é uma opção atrativa para o mercado de larga escala.
Fonte: Olhar Digital





