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Conheça as ilhas no Pacífico onde seus habitantes não têm antepassados conhecidos

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      04/06/19 às 19h23

Todos sabemos que as ilhas do Pacifico Sul são alguns dos lugares mais remotos da Terra. Porém, segundo o que revelou um estudo recentemente, os humanos vivendo naquela região são ainda mais especiais do que imaginávamos. Segundo um relatório do Centro de Câncer MD Anderson, da Universidade do Texas, em Houston, foram descobertos traços de uma espécie hominídea anteriormente desconhecida no DNA dos Melanésios.

Os melanésios são um grupo que vive em uma área à nordeste da Austrália e que abrange a Papua Nova Guiné e suas ilhas vizinhas. Um mapeamento do genoma humano sugeriu que as espécies de hominídeos ancestrais não identificados encontrados no DNA da Melanésia, dificilmente, seriam neandertais ou denisovanos. Estes são os dois grupos predecessores da humanidade conhecidos até agora.

Misterioso ancestral

Arqueólogos já encontraram muitos fósseis de neandertais em várias partes da Europa e da Ásia. O único DNA de denisovanos foi encontrado em um osso de um dedo e em alguns dentes descobertos em uma caverna na Sibéria. E, embora sejam poucas as evidências do hominídeo de Denisova, ainda assim, ambas as espécies estão bem representadas no registro fóssil.

Agora, a modelagem genética dos melanésios revelou um terceiro ancestral humano completamente diferente. Eles podem ser um primo distante e extinto dos neandertais. "Estamos perdendo uma população, ou estamos entendendo mal as relações", disse o pesquisador Ryan Bohlender, ao Science News . "A história humana é muito mais complicada do que pensávamos".

Bohlender e sua equipe têm investigado as porcentagens de DNA hominídeo extinto que os humanos modernos ainda carregam. Foram encontradas discrepâncias que sugerem que nossa mistura com neandertais e denisovanos pode ser apenas o começo de toda história.

Acredita-se que, entre 100 mil e 60 mil anos atrás, nossos ancestrais migraram para fora da África, e fizeram o primeiro contato com outras espécies de hominídeos na terra eurasiana. O que deixou uma marca em nossa espécie que ainda pode ser encontrada. Os europeus e asiáticos carregam variantes genéticas distintas do DNA neandertal em seus próprios genomas.

Em 2016, foram investigadas certas variantes genéticas que os descendentes de europeus herdaram dos neandertais. Descobriu-se que elas estão associadas a vários problemas de saúde, incluindo depressão, ataques cardíacos e vários distúrbios de pele. Embora nossa relação como os neandertais tenha sido amplamente pesquisada, o vínculo com os denisovanos é menos claro.

As análises

Análises mostraram que os europeus e chineses carregam uma quantidade similar de DNA neandertal: cerca de 2,8%. No entanto, em relação ao DNA denisovano, as coisas ficam mais complicadas. Principalmente quando se trata das populações modernas vivendo na Melanésia.

"Os europeus não têm nenhum indício de ascendência denisovana, e as pessoas na China têm uma pequena quantidade - 0,1%. Mas 2,74% do DNA das pessoas em Papua Nova Guiné vem dos neandertais. Bohlender estima que a quantidade de DNA  denisovano em melanésios é de cerca de 1,11%, e não os 3 a 6% estimados por outros pesquisadores. Ao investigar a discrepância dos denisovanos, Bohlender e seus colegas chegaram à conclusão de que um terceiro grupo de hominídeos pode ter se casado com os ancestrais dos melanésios",  disse a geneticista Hesman Saey, ao Science News.

Tal descoberta é apoiada por um outro estudo de pesquisadores do Museu de História Natural da Dinamarca. Os cientistas analisaram o DNA de 83 australianos aborígenes e 25 moradores das terras altas de Papua Nova Guiné. O estudo indicou que eles são a mais antiga civilização contínua da Terra, datada de mais de 50 mil anos atrás.

Mas os resultados revelaram uma outra coisa. O DNA era muito semelhante ao dos denisovanos, porém, suficientemente distinto para que os pesquisadores sugerissem que ele poderia ter vindo de um terceiro hominídeo não identificado. "Quem é esse grupo, nós não sabemos", disse o pesquisador Eske Willerslev.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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