Conheça os 6 animais que são quase imortais

POR Rafael Miranda    EM Ciência e Tecnologia      06/02/15 às 11h07

Muitas criaturas acabam tendo baixas expectativas de vida devido a constante caça ilegal e destruição do habitat de muitos desses animais.

Mas se formos falar de expectativa de vida sem considerar que a vida do animal possa ser interrompida pelo ser humano, nós chegamos a um número de anos que pode ser considerado longo e até indeterminado.

Confira a lista com os 6 animais que são praticamente imortais:

6. Planárias

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As planárias são vermes platelmintos que podem se reproduzir tanto de forma sexuada quanto assexuada. Tecnicamente esses seres não morrem. Pelo menos por questões naturais. Suas células são constantemente regeneradas.

5. Ursos-d'água

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É um animal capaz de sobreviver até no espaço sideral. Os chamados "ursos-d"água" sobrevivem em um intervalo de temperaturas de -273 °C a 100 °C. Eles também sobrevivem à radiação e podem passar até 10 anos sem alimentos.

4. Tartarugas

tartaruga-gigante

As tartarugas já são conhecidas por terem vida longa e essa em questão vive em terra. Uma tartaruga de tamanho médio, dependendo de onde vive e da sua saúde, pode chegar em torno de 100 anos. Mas registros apontam Adwaita, uma tartaruga macho gigante de um zoológico na Índia, viveu até 250 anos de idade.

3. Moluscos

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Os moluscos também tem fama de viverem muito. Na foto acima, está registrado um molusco da família Arcticidae que é encontrado em torno da costa escocesa. Em 2006 foi registrado um molusco dessa espécie que viveu durante 507 anos.

2. Lagosta

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Por ter dominado a arte de controlar a telomerase na fase tardia da vida, não há mudanças mensuráveis na saúde de uma lagosta referente a reprodução, as funções do corpo, o metabolismo ou o apetite. Em teoria, uma lagosta pode viver centenas, ou mesmo milhares de anos em condições ideais e sem ser capturada por predadores.

1. Turritopsis nutricula (Uma espécie de água viva)

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Normalmente quando uma criatura tem um nome sugestivo de "imortal", é sempre algo interpretado de forma não-literal. Mas não é bem assim no caso das regras biológicas dessa água-viva. Essa água viva, chamada Turritopsis nutricula, simplesmente não consegue morrer de causas naturais. Sua capacidade de regeneração é tão alta que ela só pode morrer se for completamente destroçada.

Como a maioria das águas-vivas, ela passa por dois estágios: a fase de pólipo, ou fase imatura, e a fase medusa, na qual pode se reproduzir de forma assexuada. A água-viva imortal foi descoberta por acaso pelo estudante alemão de biologia marinha Christian Sommer em 1988, enquanto ele passava suas férias de verão na Riviera Italiana. Sommer, que coletava espécies de hidrozoários para um estudo, acabou capturando a pequena criatura misteriosa, ficando espantado com o que observou no laboratório. Após examiná-la durante alguns dias, Sommer percebeu que a água-viva simplesmente se recusava a morrer, regredindo ao seu estado inicial de desenvolvimento até reiniciar o seu ciclo de vida outra vez, sucessivamente, como se sofresse um envelhecimento reverso.

Os pesquisadores já descobriram que ela inicia seu incrível rejuvenescimento quando se encontra em uma situação de estresse ou ataque, e que durante esse período o organismo passa por um processo conhecido como transdiferenciação celular, ou seja, um evento atípico no qual um tipo de célula se transforma em outro, tal como ocorre com as células-tronco humanas. É a natureza nos surpreendendo mais uma vez, nos mostrando sua grande capacidade de inovação mediante as adversidades naturais e do homem.

Rafael Miranda
Jornalista viciado em memes e amante da cultura pop.

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