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Coral de 400 anos é o maior já visto na Grande Barreira de Corais

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Todo nós sabemos da grande importância dos recifes de corais para o ecossistema. Em suma, os recifes de corais, que muitos de nós estamos acostumados a ver por fotos, são formados por colônias de pequenos animais, chamados pólipos de coral. Eles são parentes distantes das anêmonas do mar e águas-vivas.

Em suma, os recifes de corais atraem todos os anos, milhares de mergulhadores no mundo todo. Muito devido a sua grande beleza e a enorme variedade de peixes, que acabam sendo atraídos para estes locais. Além do mais, eles também servem como órgão de apoio da maior biodiversidade marinha do mundo. Eles cobrem, ao menos, cerca de 1% da superfície da Terra.

E sob as águas cristalinas da costa das Palm Islands, na Austrália, está uma comunidade antiga de corais. Ela vem antes da colonização europeia do continente vizinho.

Coral

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Essa comunidade gigante de coral foi relatada como a mais ampla da Grande Barreira de Corais, com seus impressionantes 10,4 metros. Os  guardiões tradicionais das ilhas, o povo Manbarra, chama esse coral de Muga dhambi, que significa grande coral.

A bolha próspera de carbonato de cálcio reticulado é habitada, principalmente, por uma colônia de pólipos de coral vivos. Foram eles que a construíram no passar das gerações.

“O grande coral de Porites na Ilha Goolboodi (Orpheus) é incomumente raro e resistente. Ele sobreviveu ao branqueamento de corais, espécies invasivas, ciclones, marés severamente baixas e atividades humanas por quase 500 anos”, escreveu o ecologista marinho da Universidade James Cook, Adam Smith, e sua equipe.

As partes que ainda estão vivas desse coral mostram o efeito cumulativo e intergeracional dos fatores ambientais benéficos e também dos destrutivos.

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O Muga dhambi foi descoberto em março, durante um projeto de ciência cidadã. Ele foi descoberto a uma profundidade de 7,4 metros em uma encosta de recife de areia. Se considera ele o sexto coral mais alto medido na Grande Barreira de Corais com seus 5,3 metros de altura.

Se baseando na altura do coral, os pesquisadores estimam que ela tenha entre 421 e 438 anos. Além disso, eles também encontraram faixas de estresse de alta densidade registradas na estrutura do coral. Elas são evidentes desde 1877 e aparecem com mais frequência atualmente por conta do aquecimento global.

E com a revisão de eventos ambientais significativos, desde pelo menos 1575, os pesquisadores aprenderam que essa comunidade de corais é bem forte. Já que ela sobreviveu a quase 100 eventos de branqueamento e até 80 ciclones importantes durante sua vida. Além de também ter sobrevivido a diminuição da qualidade da água por conta do escoamento de sedimentos.

Com esse estudo, os pesquisadores acreditam que se pode aprender muito monitorando essa colônia resiliente. Ainda mais por conta do futuro sombrio dos corais por conta da acidificação dos oceanos e o aquecimento global.

A boa notícia é que Smith e sua equipe não encontraram nenhum sinal de doença ou branqueamento de coral em Muga dhambi. Por enquanto, esse coral ainda está cheio de vida e 70% dele é habitado por corais vivos.

Entenda porque a sensação de ”estar na ponta da língua” parece maior quando se está em grupo

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