Ciência e Tecnologia

Descubra se você está viciado em notificações e como se livrar disso

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Primeiro, vamos a um rápido exercício aqui. Pare para pensar, você passa a maior parte do seu dia, em frente a uma tela de laptop, tablet ou celular? E mal consegue esperar a hora de checar as notificações? Bem, se a resposta for sim, pode ser que você esteja viciado em notificações. Recentemente, cientistas descobriram que as notificações podem causar a mesma dependência que algumas drogas. Com isso, separamos alguns sinais, que podem mostrar se você está viciado em notificações, e claro, que sugerem como se livrar disso.

No entanto, não precisa se assustar. O vício, em estar conectado a um celular, se tornou um problema tão comum, que até o CEO da Apple acredita que esse problema precisa ser controlado. Entretanto, para realizar essa tarefa, é preciso desviar um pouco a atenção das notificações.

Abstinência de notificações

Conforme nossos telefones se tornam mais inteligentes e mais poderosos, nossa dependência delees também cresce. “Eu me perguntei: realmente preciso receber tantas notificações por dia? Não é algo que está agregando valor à minha vida ou me fazendo uma pessoa melhor. Então eu cortei isso”, afirmou Tim Cook, CEO da Apple. De acordo com a própria empresa, os usuários desbloqueiam seus aparelhos cerca de 80 vezes por dia, o que representa seis a sete vezes a cada hora.

Para além da Apple, estudos apontam que nós tocamos nos nossos celular, pelo menos, 2.600 vezes ao dia. E na maioria das vezes, estamos em busca do que as notificações estão prestes a nos contar. Além disso, essa ânsia por notificações estaria acontecendo por conta de uma substância viciante. Mas será que, de fato, nós e até mesmo, o CEO da Apple, estaríamos viciados em notificações?

Depois de receber o alerta sonoro e de vermos o ícone da notificação, nosso cérebro associa essa mensagem, como uma espécie de recompensa. E essa gratificação vem em forma de dopamina, um transmissor que desempenha um papel primordial em nosso comportamento. Em outras palavras, ele pode ser ativado ao comer algo, que nos agrada, ao usar drogas ou também, receber uma notificação. Contudo, esse último item só veio a ser comprovado, em um estudo da faculdade de psicologia, da Universidade de Bergen.

Ao receber uma notificação que nos agrada, sentimos prazer e sensações “calmantes”. Por outro lado, o efeito contrário pode causar respostas negativas, como ansiedade e sentimentos ruins. Logo, os aplicativos buscam estabelecer uma combinação perfeita das notificações, sincronizando necessidade, curiosidade e atratividade. Para que, uma vez combinados, esses estímulos possam nos prender de frente, a tela do celular ou computador.

Como resolver?

Dizem que, cada vez mais, a internet tem distanciado quem está perto e aproximado quem está longe. Mas está, de fato, nos aproximando de alguém? “Toda vez que você pega o telefone, significa que você está tirando os olhos da pessoa com quem está lidando. Você está olhando para o seu telefone mais do que para os olhos de alguém? Você está fazendo a coisa errada”, disse Cook.

De acordo com o “chefão” da Apple, sua solução foi desligar as notificações do próprio iPhone. No entanto, muitos de nós não podemos nos dar o luxo dessa escolha. Há pessoas que trabalham com os próprios celulares. E com essa facilidade em mãos, é tarde demais, para voltar atrás no nosso estilo de vida. No caso das redes socais, elas podem aumentar a interatividade e engajamento. Entretanto, cabe a nós, entender a necessidade e o uso de cada momento dessas máquinas portáteis, que carregamos em nossos bolsos.

Em todo dispositivo, seja iPhone ou Android, há a opção de desativar esses alertas. Além disso, se recomenda que, quando a hora de dormir se aproximar, devemos afastar todos os dispositivos eletrônicos de perto. Nesse caso, um livro pode ajudar. E logo de manhã, tomar um café da manhã antes de checar o celular. Ainda que simples, é importante criar hábitos que não envolvam o aparelho. São ações que já podem ajudar a diminuir o vício em notificações.

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