Driblando sanções internacionais: Rússia passa a contar com uma nova criptomoeda

Em um movimento estratégico para reduzir sua dependência do sistema financeiro ocidental, a Rússia passou a contar com a “A7A5”, uma stablecoin (criptomoeda estável), lançada em fevereiro de 2025 no Quirguistão. Essa moeda já movimentou cerca de US$ 9,3 bilhões em apenas quatro meses.

O que são criptomoedas

Elas são ativos digitais baseados em tecnologia blockchain, que operam de forma descentralizada, sem autoridade única controladora. 

Já as stablecoins são tokens digitais cujo valor é atrelado a moedas fiduciárias (qualquer dinheiro não lastreada por uma mercadoria física), como dólar ou rublo, oferecendo menor volatilidade. 

A “A7A5”

Devido às sanções impostas à Russia, incluindo restrições a bancos, à estatal de energia e entidades ligadas ao setor militar. Essas sanções empurraram Moscou a buscar alternativas, sendo uma delas: o uso da “A7A5”.

Desde 2024, o Banco Central da Rússia permite o uso de criptomoedas em transações internacionais além de ter legalizado, oficialmente, a mineração digital para entidades registradas no país.

A “A7A5″ permite que empresas convertam rublos em outras criptomoedas, como o USDT, de forma quase imediatam contornando bloqueios de bancos e sistemas financeiros ocidentais.

De acordo com a economista Tatiana Dvorkina:

… é um passo estratégico rumo à soberania financeira da Rússia.

Ademais, por mais que autoridades russas não tenham declarado apoio oficial à A7A5, especialistas apontam que o governo vê com simpatia esse fato.

Banco Central da Rússia

O uso principal está no pagamento de bens e serviços de parceiros que têm mantido relações econômicas, apesar das sanções – na Ásia e no Oriente Médio.

Portanto, a Rússia achou uma solução no meio de tantas “travas econômicas”, que utilizando a criptomoeda “A7A5”, não apenas como ferramenta tecnológica, mas como instrumento de soberania geoeconômica.

Enfim, essa stablecoin representa uma peça estratégica no tabuleiro geopolítico russo. Apenas o futuro mostrará se  a “A7A5” será um marco na desdolarizaçao ou apenas mais um capítulo na complexa disputa econômica global.

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