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Eletricidade estática: você costuma levar “choques”?

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Você é uma daquelas pessoas que levam ‘choques’ quando encosta em determinados objetos? Cientificamente falando, não se tratam de choques, mas sim de eletricidade estática. Esse fenômeno é bastante comum, mas algumas pessoas sentem-no com mais frequência. Mas por quê?

Existem algumas pessoas que estão frequentemente com eletricidade estática no corpo. Mesmo que não seja visível, com exceção daquele curto momento quando ela descarrega, a eletricidade estática é uma constante e existe ao nosso redor o tempo todo. Inclusive, os seres humanos são ótimos organismos condutores de eletricidade.

Porém, há aqueles que sentem essa energia constantemente, enquanto outros quase não a sentem. Mas pode ficar tranquilo, pois a eletricidade estática não resulta em alta corrente, a menos que seja em uma escala maior, como raios.

A eletricidade estática

A eletricidade estática é o fenômeno de acumulação de cargas elétricas em um material qualquer, condutor, semicondutor ou isolante. No material isolante, este efeito é facilmente detectado devido à dificuldade de deslocamento de cargas.

Quando o material isolante é eletrizado, ou seja, de alguma forma sofre um desequilíbrio entre cargas positivas e negativas, a natureza tende a restabelecer o equilíbrio. No entanto, isso leva algum tempo, e durante esse intervalo o material é capaz de atrair ou repelir outros isolantes. 

Nos condutores, o desequilíbrio de cargas altera o potencial elétrico do material. Isso faz com que surja uma diferença de potencial entre o material condutor eletricamente carregado e a Terra, cujo potencial é considerado absoluto.


É justamente por conta dessa diferença de potencial que as descargas elétricas acontecem, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio. No entanto, nesse caso, o deslocamento de cargas ocorre em tempo muito curto, podendo causar choques, faíscas, ruídos e outros fenômenos físicos. 

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Como exemplo disso, podem ser citados os caminhões de produtos químicos. Geralmente, esses veículos precisam deseletrizar a carroceria com o auxílio de uma corrente jogada no chão, para que não ocorram acidentes devido à eletricidade estática. Outro exemplo, mais próximo do cotidiano de cada um, é o choque que podemos sentir ao sair do carro e tocar na parte metálica da porta.

Durante o trajeto, enquanto o vento toca o carro, ele está sendo carregado com eletricidade estática. Essa energia é liberada em nós, quando tocamos o carro. A faísca causa uma pequena dor aguda, pois ela é quente e parece uma agulha perfurando a pele.

É verdade que algumas pessoas são mais sensíveis às descargas?

É fato que algumas pessoas sofrem mais do que outras com as cargas e descargas de eletricidade estática. Porém, estudos indicam que não existem aqueles que são mais sensíveis a ela. Embora existam diferenças de um ser humano para outro, todos somos constituídos basicamente da mesma maneira.

O que acontece para que alguns sintam a eletricidade mais que outros é a exposição, quando é maior. Algumas pessoas, dependendo dos ambientes que frequentam, estão constantemente expostas a essas descargas e, por isso, sentem mais esse fenômeno.

Além disso, as roupas ou o material dos calçados influenciam nesse processo. Lã, couro e seda são alguns dos materiais usados para a produção de vestimentas que produzem maior energia estática. Pessoas que vivem em climas frios também estão mais propensas a essas descargas, já que o clima influencia na geração de energia estática.

A carga elétrica é formada mais comumente no inverno ou quando o clima está seco. Quando o ar fica seco, os elétrons se acumulam facilmente na superfície da pele. Durante o verão, a umidade do ar erradica os elétrons e raramente sentimos carga elétrica advinda da energia estática.

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