
Algo talvez inimaginável uns anos atrás, aconteceu: a marca de carros elétricos do bilionário Elon Musk, a Tesla, anteriormente símbolo de inovação e sustentabilidade, agora é uma das marcas automotivas mais rejeitadas do mundo.
Pesquisas recentes revelam cenários alarmantes:
A Tesla ocupa a última posição em favorabilidade entre marcas de veículos elétricos, nos EUA, com pontuação negativa e baixa confiança.
Na Alemanha, 94% dos entrevistados disseram que não comprariam um Tesla, apesar do aumento da demanda por veículos elétricos no país.
No Reino Unido, 60% dos potenciais compradores confirmaram que o comportamento de Musk os deixaria relutantes em adquirir um modelo da Tesla.
A personalidade pública de Musk, seus posicionamentos políticos e provocações digitas, são vistos como os principais catalisadores do desgaste da imagem da Tesla.
Entre alguns acontecimentos, podemos destacar:
Até mesmo aqueles que já compraram um Tesla têm repensado sua afinidade com a marca. Por exemplo, na Holanda, 31% dos donos, queriam vender o carro por vergonha ou desaprovação ao comportamento público de Musk.
De acordo com Uol, muitos clientes relataram constrangimentos pessoais por serem associados à empresa e na Califórnia, protestos contra Musk resultaram em pichações e até violência contra veículos da Tesla.
Nesse sentido, os efeitos da crise de reputação já se refletem nas contas da empresa:
Além da reputação pública, a Tesla já enfrentou acusações estruturais:
Em suma, o legado inovador da Tesla está sendo ofuscado pelo que muitos consideram um colapso reputacional encabeçado por Elon Musk.
Seu posicionamento público, comportamento explosivo e tentações políticas, estão afastando tanto consumidores quanto investidores da empresa. A associação Tesla/Musk é tão forte, que sua imagem pessoal passou a ditar a reputação global da Tesla.
Enfim, o futuro da companhia parece cada vez mais interligado à gestao de sua marca pessoal, independentemente dos seus avanços técnicos.






