
Uma empresa de segurança está ganhando milhões com uma solução para proteger celular do assaltante.
Durante o período de eleições municipais, a segurança nas cidades torna-se um tema recorrente entre os eleitores e candidatos. Em grandes centros urbanos, como São Paulo, a preocupação vai desde crimes violentos até furtos de celulares. E com razão.
No ano passado, um celular foi roubado a cada 1 minuto e 42 segundos no estado de São Paulo — se o seu ainda está com você, pode se considerar sortudo.
Esse tipo de crime geralmente ocorre por dois motivos principais. O primeiro é que ele alimenta um mercado altamente lucrativo, tanto no Brasil quanto no exterior, com a revenda dos aparelhos.
O segundo é que o celular pode oferecer acesso imediato às contas bancárias da vítima, possibilitando transferências instantâneas e empréstimos fraudulentos, além de expor dados pessoais como e-mails, mensagens no WhatsApp e redes sociais.
Por isso, um maranhense está atento a essa vulnerabilidade e quer ajudar as pessoas a se protegerem em caso de furto de celular.
Esse é Alberto Leite, CEO e fundador do Grupo FS, uma holding de cibersegurança que já alcançou um faturamento de 1,4 bilhão de reais, principalmente através de soluções antivírus e proteção para empresas.

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Leite é a mente por traz dessa holding de cibersegurança, com faturamento público que ultrapassa a casa dos bilhões. E eles conseguiram isso apenas com soluções digitais.
Ele explica que a forma para proteger celular de assaltante é por meio de um programa instalado. Dessa forma, o ladrão pode tentar trocar a senha e mexer nos aplicativos, mas não terá acesso ao software em uma área mais profunda do celular. Leite afirma que é onde sua empresa atua.
Assim, o verdadeiro dono do aparelho conseguirá localizá-lo, gravar áudio, bloquear a tela e acionar um alarme. Em algumas versões, consegue até mesmo controlar a laterna, para piscá-la repetidas vezes e ajudar na localização.
O objetivo é que o ladrão esteja em constante monitoramento pelo próprio celular, desestimulando esse tipo de crime.
Leite ressalta que o projeto exige muitos testes, pesquisas e, claro, muito investimento. Por isso, a captação recente de 160 milhões de reais, a segunda da Exa. A primeira ocorreu em 2022, quando conseguiram levantar 100 milhões de reais.
A trajetória do Grupo FS começou em 2009. Na época, Leite já vivia em São Paulo e trabalhava no setor de telefonia, enquanto observava a indústria de cibersegurança, que naquela época estava bastante voltada para antivírus de computadores.
Ele explica que o crescimento do setor se deu devido à expansão da banda larga nos Estados Unidos e na Europa, que aconteceu em 2004. Em 2009, novas tecnologias começaram a se popularizar nos celulares, e o CEU percebeu que seria uma boa oportunidade desenvolver produtos de segurança também para dispositivos móveis.
No entanto, Leite admite que se adiantou ao mercado. Ele conta que, no setor de tecnologia, estar atrasado é ruim. No entanto, estar muito a frente também não é positivo. Eles acabaram ficando muito avançados nesse tipo de solução para proteger celular do assaltante.

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Por isso, a saída foi investir em outros produtos de cibersegurança, o que consolidou a empresa no Brasil.
No início de 2017, o Grupo FS, já bem estruturado, vendeu uma participação significativa para o fundo de private equity Carlyle, que permaneceu na companhia até 2020, quando iniciou seu desinvestimento no Brasil.
Com isso, conseguiram fazer uma proposta, receberam uma contraoferta e recomprou a empresa, conta Leite. A partir daí, eles decidiram redesenhar a companhia. Em 2022, criaram várias unidades de negócios, incluindo a voltada para o consumidor final.
Foi nesse contexto que surgiu a Exa, operando com um modelo de assinatura mensal que varia entre R$ 6,90 e R$ 19,90.
A estratégia é aumentar o número de assinantes da ferramenta enquanto desenvolvem o novo produto que promete “transformar a vida do assaltante em um inferno”.
Ao reduzir o número de furtos, a empresa também espera baixar o custo do seguro de celulares e impulsionar o desenvolvimento desse mercado.
Atualmente, o seguro é caro por conta da alta incidência de fraudes. Ele custa, em média, 25% do valor do aparelho, além de mais 25% na utilização da franquia.
Com nossa tecnologia de identificação de fraudes, a equipe espera reduzir esse valor para menos de 10% do custo do aparelho, explica Carlos Alberto Landim, CEO da Exa.
A meta do Grupo FS é crescer cerca de 15% este ano. A empresa conta com 1.200 funcionários e aproximadamente 55 milhões de assinaturas ativas.
Fonte: Exame





