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Idoso resgatado após passar 3 dias perdido em mata morre no hospital

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Estar perdido não é uma sensação boa de viver. Agora pense ficar perdido em uma mata? Com certeza essa é uma situação ainda pior. E pode piorar ainda mais se a pessoa for idosa. Tudo isso aconteceu com o idoso Wardo Webner, de 85 anos.

O homem ficou perdido três dias em uma mata na zona rural de Terra Nova do Norte, a 648 quilômetros de Cuiabá. O idoso tinha sido resgatado na segunda-feira dessa semana, mas acabou morrendo no hospital.

De acordo com a família do idoso perdido, ele tem Alzheimer e estava desaparecido desde a última sexta-feira. No entanto, o Corpo de Bombeiros foi acionado somente no domingo à tarde. Até os profissionais serem chamados, as buscas pelo idoso estavam sendo feitas por parentes e conhecidos.

Idoso perdido

G1

“No domingo, foram realizadas buscas pela equipe na região até o anoitecer, mas a vítima não foi encontrada. Na segunda-feira, foram retomadas as buscas, com a ajuda de vizinhos e moradores, que se juntaram e até um helicóptero de um empresário sobrevoou a área para ajudar no resgate”, informou a corporação.

Os bombeiros também disseram que, por volta das 15h de segunda-feira, as equipes foram informadas de que o idoso perdido havia sido localizado por um vizinho a aproximadamente dois quilômetros de onde ele mora.

O idoso estava bastante debilitado e logo foi encaminhado para o hospital do município. Porém, ele faleceu no hospital. O corpo de Wardo foi sepultado no cemitério da sétima agrovila de Terra Nova do Norte.

Perdido na floresta

O segredo

Pode parecer uma situação fora do comum, mas algumas pessoas ficam perdidas em florestas e matas. Assim como o idoso, esses dois irmãos, Glaucon e Gleiçon, de sete e nove anos, também se perderam no meio da floresta amazônica do município de Manicoré, Amazonas. Mas no caso dos irmãos, eles ficaram perdidos durante 26 dias.

Quando os irmãos se viram no meio da floresta, eles estavam sem suprimentos e sem a ajuda de adultos para a manipulação e reconhecimento de alimentos que realmente fossem comestíveis. Então, eles usaram uma das poucas coisas que conheciam, uma fruta típica local chamada sorva.

Essa fruta tem o formato de bolinha e pode ser vermelha ou verde. A sorva é uma fruta adocicada e quando são colhidas, elas são vendidas nas feiras. Por esse motivo os irmãos a conheciam e o irmão mais velho, de nove anos, conseguia encontrá-las nas árvores.

A vantagem que o menino mais velho tinha era a sua altura. Por isso, ele procurava as árvores do fruto e se esforçava para pegá-las quando ele e seu irmão estavam com fome. Para beber água, os irmãos bebiam a água da chuva.

Esse instinto de sobrevivência dos irmãos foi reconhecido por Januário Carneiro Neto, coordenador do Distrito Sanitário Indígena (DSEI) de Manaus. “Não foi uma ideia, foi um instinto de sobrevivência. Se eles sentiam fome, iam lá e comiam. É uma frutinha pequenininha que estava de fácil acesso para eles, era o que tinha”, disse ele em entrevista.

Os irmãos despareceram no dia 18 de fevereiro quando saíram da comunidade onde moravam e foram caçar pássaros. A mãe dos meninos, Rosinete da Silva Carvalho, deu uma entrevista ao Fantástico e disse que durante todos os dias que seus filhos estavam perdidos, eles tiveram que beber água da chuva ou de um rio pequeno. Eles se alimentavam da fruta típica da região.

A mãe acredita que o fato de os irmãos serem indígenas foi fundamental para que eles conseguissem sobreviver na floresta. “Porque eles têm aquele modo, aquele costume que a gente fala ‘da terra’, de comer as frutas que eles conhecem. E foi isso mais que alimentou eles”, pontuou.

Quando os irmãos finalmente foram localizados, eles tinham um quadro de desnutrição grave e esfoliação na pele. Quem localizou os meninos foi o agricultor Manoel Pio Wilkes, que estava procurando madeira no meio da mata e ouviu um barulho. “Eu bati em uma árvore e foi quando eles gritaram: ‘Ei’. Eu conheci e disse: ‘Vocês estão perdidos?’. ‘Pera aí um pouco que eu tô buscando vocês’. Saí em disparada pra lá”, lembrou o agricultor.

Assim que foram encontrados, os irmãos receberam atendimento emergencial no hospital do município, mas precisaram ser transferidos para Manaus. Eles então foram levados para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança, localizado na Avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus.

Eles ficaram dois dias internados no hospital e depois tiveram um ganho de peso, conforme informou o boletim médico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Fonte: G1

Imagens: G1,  O Segredo

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