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Empresa oferece salário de R$ 400 mil por ano para provar 3,5 mil doces por mês

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Você já se imaginou ganhando 100 mil dólares canadenses (cerca de R$ 400 mil) por ano para ficar em casa provando doces? Essa vaga de emprego está sendo oferecida por uma empresa canadense.

Para se candidatar à vaga de “chief candy officer” (algo como “diretor de doces”, em tradução livre) na Candy Funhouse não é necessário ter experiência prévia. No entanto, o candidato não pode ter nenhuma alergia alimentar e precisa ter “papilas gustativas de ouro”.

A empresa também pede que o candidato tenha uma mente criativa e um amor por doces. O futuro funcionário também vai precisar provar pelo menos 3,5 mil doces por mês e terá direito a um plano odontológico.

A vaga está aberta para qualquer pessoa acima de 5 anos, no entanto é preciso morar no Canadá ou nos Estados Unidos. Isso porque mesmo que o testador possa trabalhar de casa, a residência precisa ser em Toronto, no Canadá, ou na região de Newark, no estado norte-americano de New Jersey.

A empresa também oferece muita diversão ao futuro provador de doce, mas o trabalho também será duro. Isso porque será responsabilidade do contratado decidir quais novos itens serão incorporados ao catálogo e comandar as reuniões do “conselho de doces”.

Os interessados na vaga, compartilhada no LinkedIn, devem se inscrever até o final deste mês.


No entanto, vale destacar que a concorrência será dura. Em entrevista à CNN dos EUA, o diretor executivo da companhia, Jamal Hejazi, declarou que já recebeu várias candidaturas, inclusive de famílias se oferecendo para dividir os trabalhos.

Provador de doces é uma das profissões mais desejadas

Foto: Tijana Drndarski/Unsplash

A maioria das pessoas sonham em ganhar dinheiro comendo doces, principalmente chocolate. No entanto, diferente do que a maioria das pessoas acreditam, os degustadores não são contratados para experimentar os doces durante oito horas, cinco dias por semana. Isso porque eles possuem diferentes funções, como, por exemplo, controlar a qualidade dos itens, definir a data de validade e ajudar a elaborar novos produtos.

Essas tarefas demandam a mesma atenção que os conhecimentos técnicos sobre o doce que está sendo provado.

“Na verdade, degustar é uma parte do nosso trabalho. Quando estamos trabalhando em um novo produto, utilizamos o sensorial para avaliar se ele atingiu o perfil de aroma e textura esperado. Já no recebimento das matérias-primas, provamos os itens para garantir que estão no padrão, capazes de gerar um alimento com a qualidade esperada. Também utilizamos a degustação para determinar a vida de prateleira dos produtos, acompanhando se as alterações ocorridas ao longo do tempo são aceitáveis para a entrega”, explicou à Forbes Angelica Regina da Silva Santos, analista de desenvolvimento da fabricante norte-americana Hershey’s.

Estudo

Foto: Daria-Yakovleva/ Pixabay

Os degustadores precisam provar doces rotineiramente para conhecer as opções disponíveis no mercado. 

“Nós degustamos já analisando e imaginando como vamos usar aquele produto e quais combinações de sabor podem dar certo”, disse à Forbes Bertrand Busquet, diretor da Chocolate Academy São Paulo, da Barry Callebaut.

O momento para provar o chocolate funciona quase como uma meditação. O degustador se concentra para não perder nenhum detalhe do doce.

Além disso, para atender os diferentes objetivos do mercado, o método de avaliação do especialista segue a lógica do produto. Isso porque alguns doces são feitos para agradar ao maior número possível de consumidores, já outros foram desenvolvidos para apresentar um sabor mais complexo.

“É importante entender qual metodologia ou técnica deverá ser aplicada para fornecer o resultado desejado, garantindo a satisfação daquele público-alvo”, explica Larissa Guerrini, principal technician sensory da Mars, produtora de alimentos e guloseimas.

No entanto, nem tudo no emprego é doce e prazeroso. Umas das queixas mais frequentes dos especialistas é a má qualidade de alguns ingredientes e resultados finais um tanto decepcionantes.

“Tudo isso faz parte do trabalho. O principal obstáculo é aprender a aprimorar o paladar, para poder identificar defeitos que vão além do sabor e interferem no olfato e no visual. Precisamos entender sobre todas as etapas da fabricação”, afirma Andrei Martinez, gerente tree to store da Cacau Show.

A profissão também proíbe que os degustadores fumem, já que o hábito interfere no gosto dos alimentos, e que não estejam com fome antes de experimentar o alimento.

Fonte: G1, Forbes

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