Empresário bilionário, dono de time da NBA, diz que gostaria de comprar o Twitter

O bilionário e histórico acionista do Dallas Mavericks, time da NBA, Mark Cuban, expressou interesse em comprar o X, anteriormente conhecido como Twitter. No entanto, ele ponderou que Elon Musk provavelmente não venderia a rede social.

As declarações de Cuban foram feitas em entrevista à Wired, publicada na última quinta-feira (12). Um entrevistar o questionou o motivo de não comprar o X. Em seguida, ele responde: “Ele (Elon Musk) não venderia”.

O entrevistador então perguntou se ele faria isso caso o convencesse a mudar de ideia. Contudo, o empresário afirmou não saber como fazer isso.

Posteriormente, em sua rede social, os internautas questionaram se ele compraria mesmo o antigo Twitter, e ele disse que ‘com certeza’.

Por fim, o entrevistador fez uma brincadeira sobre o assunto: “Pelo amor de Deus, você poderia comprar o Twitter?”. Cuban respondeu, de forma pessimista: “Eu gostaria muito. Mas não há razão para ele vender.”

O X foi adquirido por Elon Musk, também bilionário e cofundador de empresas como Tesla e PayPal, em 2022. Desde então, a plataforma tem sido alvo de diversas controvérsias, incluindo demissões em massa, mudanças de nome e logo, além de uma suspensão no Brasil.

Mark Cuban, embora hoje seja um acionista minoritário do Dallas Mavericks, ainda está à frente das operações da equipe. Conhecido por sua participação no programa Shark Tank, ele vendeu a participação majoritária na franquia por 3,5 bilhões de dólares em 2023.

Cuban, acionista dos Mavs desde 2000, possui um patrimônio líquido de 5,7 bilhões de dólares, de acordo com uma publicação da Forbes em 2024.

Via Flickr

Como comprar o X?

Quando falamos assim, parece simples realizar uma transição de venda e comprar o X. No entanto, assim como qualquer outra grande empresa, existe uma série de trâmites legais, financeiros e operacionais complexos. O processo costuma ser longo e envolve várias etapas.

Primeiro, existe o interesse na compra. Um potencial comprador (indivíduo, empresa ou grupo de investidores) indica que tem interesse na aquisição da rede social.

Em seguida, o comprador realiza uma análise inicial da empresa para avaliar se vale a pena seguir adiante. Isso inclui o estudo de fatores como faturamento, usuários ativos, posição no mercado e situação jurídica.

Nesse ponto, Mark Cuban aponta que é onde ele para, pois Elon Musk acredita que, nessa análise, não vale a pena seguir com qualquer tratativa.

Contudo, em outras situações, se a proposta for interessante, começa a avaliação de valores. A rede social precisa ser analisada para determinar seu valor de mercado. Isso inclui ativos tangíveis (infraestrutura, equipamentos) e intangíveis (marca, base de usuários, tecnologia).

Fatores como receitas, lucros, potencial de crescimento e propriedade intelectual são importantes.

Assim, o comprador faz uma oferta com base no valuation, e o vendedor pode aceitar, recusar ou propor uma contraoferta. Negociações sobre preço e termos do contrato são comuns.

Análise em detalhes

O comprador interessado precisa fazer uma auditoria aprofundada para garantir que não existam passivos ocultos, problemas financeiros, legais ou estruturais que possam impactar a aquisição.

Isso envolve revisar contratos, dados financeiros, questões trabalhistas, propriedade intelectual, entre outros. Inclusive, esse processo leva tempo. É a etapa mais demorada de toda a transação.

Os advogados do comprador verificam as conformidades legais e regulamentares, especialmente em relação à privacidade de dados, que é uma questão delicada para redes sociais.

Se estiver tudo certo, eles podem começar o acordo de compra, especificando os termos da aquisição. Isso inclui o preço final, a forma de pagamento, a transferência de ativos, a assunção de passivos e quaisquer outras obrigações do vendedor.

O vendedor normalmente oferece garantias de que as informações fornecidas estão corretas e que não há problemas não revelados.

Via Agência Brasil

Aprovação

Em empresas de capital aberto ou com múltiplos acionistas, a venda precisa ser aprovada pela maioria dos acionistas. Eles podem convocar assembleias e debater a venda para votar sobre a proposta.

Dependendo do porte da empresa e da jurisdição, precisa da aprovação dos órgãos reguladores, para garantir que nada viole leis. No caso de redes sociais, questões de privacidade e proteção de dados também são essenciais.

Por exemplo, para comprar o X, Mark Cuban ou outro interessado teria alguns percalços, especialmente quanto aos problemas recentes com a justiça brasileira.

No entanto, com tudo organizado, o comprador usa seus fundos para realizar o pagamento. Dependendo do acordo, o pagamento pode ser feito em parcelas ou em uma única transação.

Após a aprovação das partes envolvidas e dos reguladores, o pagamento é feito conforme os termos do contrato, e começa as transferências.

As partes assinam o contrato de venda, formalizando a transferência de propriedade. Os ativos tangíveis e intangíveis (incluindo a base de usuários, o domínio, as patentes, a tecnologia e as equipes) vão para o novo proprietário.

Isso pode incluir transferências de funcionários, sistemas de TI, marcas registradas e contratos com terceiros.

Essa é uma dúvida no caso de venda de redes sociais, por ser alg digital e não tangível. Entretanto, todos os elementos, sejam na rede ou não, passam para a nova titularidade.

Geralmente existe um período de transição em que o antigo proprietário ou a equipe ainda trabalha com a nova administração para garantir uma integração suave.

Mas claro, isso é uma situação hipotética. Por enquanto, não existe nem sombra de uma possível venda do X.

 

Fonte: Itatiaia, Capital Invest

Imagens: Flickr, Agência Brasil

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