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Entenda porque Israel realizou a 3ª eleição em menos de um ano

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Recentemente, os israelenses foram às urnas, pela terceira vez, em menos de um ano, formando algo sem precedentes na história do país, em meio à batalha do primeiro-ministro pela sobrevivência política. Mas, afinal, por que Israel realizou a 3ª eleição em menos de um ano?

Após a contagem dos votos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comemorou a vitória nas eleições legislativas, que são cruciais para sua sobrevivência política. E, de fato, essa é a vitória mais importante de sua vida, afirmou o primeiro-ministro em entrevista.

Entendendo o sistema israelense

Nas últimas duas eleições anteriores, nem Benjamin Netanyahu e nem seu rival Benny Gantz foram capazes de construir coalizões majoritárias. Além disso, as pesquisas indiciam que essa seria uma disputa extremamente acirrada. No entanto, o caminho para eleição passou apenas pelo território das urnas eleitorais.

Aos 70 anos, Netanyahu é o primeiro-ministro que mais esteve no cargo. Ele governou de 1966 a 1999 e agora, desde 2009, onde caminha para seu quinto mandato. Contudo, em novembro, ele foi acusado de cometer os crimes de corrupção, fraude e abuso de confiança em três casos isolados. E de acordo com Netanyahu, tudo isso não passa de uma “caça às bruxas”.

De toda forma, os israelenses foram às urnas novamente, porque nem Netanyahu ou Gantz conseguiram atrair apoio suficiente de outros partidos, para formar uma maioria parlamentar de 120 assentos. Dessa forma, o sistema político de Israel é baseado numa representação proporcional. Assim, os partidos ganham cadeiras, mais pelos votos que recebem, do que pela votação por constituinte. Isso significa que os governos serão sempre fragmentados e “curtos”.

Para se ter uma ideia, a coalização anterior, liderada por Netanyahu, durou quatro anos antes da eleição, de abril de 2019. Agora, com sua nova vitória, o partido “Azul e Branco” promete levar ao fim do domínio de mais uma década, pelo “Likud”, o partido rival, que defende uma plataforma nacionalista de direita.

Podemos comemorar essa vitória?

De acordo com Benjamin Netanyahu, essa foi a vitória mais importante de sua vida. “Lembro da nossa primeira vitória, em 1996. Mas esta noite a vitória é maior ainda, porque foi contra todas as previsões”.  Netanyahu tem apoio dos partidos judaicos ultraortodoxos Shas, que captam boa parte dos votos sefardis (judeus orientais). Além do Judaísmo Unido da Torá, dirigido principalmente aos ortodoxos ashkenazis (do leste da Europa) e da lista Yamina (direita radical), do atual ministro da Defesa, Naftali Bennett. Com cerca de 6,3 milhões de eleitores, os grupos sociais, étnicos e religiosos exerceram um fator-chave, nas decisões do dia da eleição.

Ao longo de sua campanha,  Netanyahu estava centrado no plano de Donald Trump, prometendo a rápida anexação do vale do Jordão e de colônicas israelenses na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel em 1967, como contempla o projeto americano. “Chegou a hora de votar e formar um governo (…). Serei o primeiro-ministro de todos os israelenses, é hora de união”, afirmou Netanyahu. Entretanto, seu julgamento por corrupção começa nas próximas semanas, em Jerusalém. Caso algo seja descoberto e comprovado, podemos estar nos aproximando de novas eleições no país.

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